Sobe para 24 número de mortos em ataque em Bagdá

Ataques coordenados realizados nesta quinta-feira no centro de Bagdá deixaram pelo menos 24 mortos e 57 feridos. Uma série de explosões, com intervalo de minutos entre uma e outra, foi seguida pela invasão da sede do Ministério da Justiça do Iraque, onde houve confronto com forças de segurança.

AE, Agência Estado

14 de março de 2013 | 13h37

Os confrontos duraram cerca de uma hora e terminaram com as forças de segurança invadindo o prédio, matando os atiradores e retirando mais de mil pessoas que estavam acuadas em escritórios e gabinetes nos andares superiores do prédio.

Nenhum grupo assumiu até o momento a autoria dos ataques, mas a ação tem a marca do braço da Al-Qaeda no Iraque. O grupo, conhecido como Estado Islâmico do Iraque, usa carros-bomba e explosões coordenadas com o objetivo de prejudicar a confiança dos iraquianos no governo, liderado por xiitas.

O ataque, ocorrido a menos de uma semana do décimo aniversário da invasão do Iraque por forças estrangeiras lideradas pelos Estados Unidos em busca de armas de destruição em massa que nunca vieram a ser encontradas, teve início pouco depois do meio-dia (horário local) na região de Allawi, área predominantemente comercial da capital, que também abriga o Museu Nacional Iraquiano e o principal terminal de ônibus da cidade.

Pelo menos duas explosões, dentre elas a de um carro-bomba e outra, que pode ter sido de um suicida, ocorreram perto de um prédio que atualmente abriga o Ministério da Justiça. Um policial, que estava entre os membros das forças de segurança enviadas para limpar a área, disse que aproximadamente seis homens armados, usando uniformes da polícia, haviam tomado o prédio.

"Todos entraram em pânico (após a primeira explosão) e segundos depois ouvimos a segunda. Eu olhei pela janela e vi alguns homens armados usando uniformes da polícia entrando no prédio. Nós sabíamos que eles não eram policiais de verdade", disse Asmaa Abbas, funcionária do Ministério da Justiça que trabalhava no terceiro andar do edifício.

Rapidamente teve início um confronto entre os intrusos e as forças de segurança, enquanto outra explosão ocorria perto do terminal de ônibus e da sede das forças de proteção, que fornece guarda-costas para parlamentares, ministros e outras autoridades.

Cerca de uma hora mais tarde, forças de segurança invadiram o prédio e alguns dos homens detonaram os explosivos que levavam junto ao corpo, informou um policial que esteve no local.

Além dos homens que atacaram o local, 24 pessoas morreram, dentre elas sete policiais. Funcionários de hospitais, que falaram em condição de anonimato, confirmaram o número de mortos. As informações são da Associated Press.

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