Mak Remissa/EFE
Mak Remissa/EFE

Sobe para 28 o número de mortos em desabamento de edifício no Camboja

Vítimas eram trabalhadores que dormiam no segundo andar do prédio em construção

AP, O Estado de S.Paulo

24 de junho de 2019 | 06h33

Os socorristas continuam a busca por vítimas entre os escombros de um prédio em construção que desabou nas primeiras horas desse sábado, 22, na zona costeira do Camboja. Ao menos 28 trabalhadores que dormiam no local morreram.

O edifício de sete andares estava sendo construído na localidade turística de Sihanoukville. Os trabalhadores dormiam todas as noites no segundo andar da obra.

A cidade possui muitos projetos financiados pelo governo chinês. A embaixada chinesa no país manifestou condolências e informou que estava mobilizando assistência para o resgate.

As autoridades da província de Preah Sihanouk informaram que os socorristas que faziam as buscas entre os escombros encontraram cinco cadáveres durante a noite e mais quatro durante esta segunda, o que elevou o número de mortos para 28. Cerca de 75% dos escombros já haviam sido removidos do local até a manhã desta segunda, 24.

Pelo menos 26 trabalhadores ficaram feridos no desabamento. Um deles, Nhor Chandeun, disse que ele e sua esposa dormiam quando escutaram um forte ruído, sentiram uma vibração e, em seguida, o prédio começou a desabar. O trabalhador e a esposa ficaram presos por 12 horas antes de serem resgatados.

Chineses investigados

Quatro chineses envolvidos com a obra foram detidos enquanto são investigadas as causas do desabamento, disseram autoridades da província local. A embaixada da China emitiu declaração em que "apóia uma investigação cabal do acidente e a adoção das medidas necessárias por parte das autoridades cambojanas em acordo com a lei".

A sede diplomática disse lamentar o acidente. Alega, ainda, ter conversado com empresas chinesas no país para que mobilizassem pessoal e maquinário para ajudar na retirada dos escombros.

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