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Sobe para 29 número de mortos por ciclone em Fiji

Um dos mais poderosos ciclones a atingir o Pacífico Sul também deixou 8 mil desabrigados em todo o arquipélago

O Estado de S. Paulo

22 de fevereiro de 2016 | 20h22

SYDNEY - Subiu nesta segunda-feira para 29 o número de mortos pela passagem de um ciclone por Fiji. As autoridades ainda tentavam ontem chegar às áreas remotas do arquipélago, dois dias após uma das tempestades mais devastadoras já registradas no Pacífico Sul, que arrasou vilarejos, interrompeu as comunicações e deixou mais de 8 mil desabrigados.

Agências de socorro alertaram para uma crise de saúde generalizada, particularmente em áreas baixas, onde milhares dos 900 mil habitantes de Fiji moram em barracões, em razão da destruição de lavouras e ao impedimento do acesso a fontes de água potável.

A empresa de notícias Fiji Broadcasting Corp, citando o Escritório Nacional de Gerenciamento de Desastres do país, informou que 8 mil pessoas estão abrigadas em centenas de centros criados por toda Fiji, onde se recolheram antes de o ciclone tropical Winston atingir a ilha no sábado à noite com ventos de até 325 km/h.

“O número de mortes provocado pelo ciclone Winston continua a aumentar, e relatos de danos generalizados estão chegando de toda Fiji”, disse o ministro das Relações Exteriores da Nova Zelândia, Murray McCully. “Está claro que Fiji está diante de uma grande operação de limpeza e recuperação.”

McCully disse que um avião C-130 Hércules da Força de Defesa de seu país seguiu ontem para a capital de Fiji, Suva, levando suprimentos e uma equipe de emergência.

A maioria das pessoas morreu ao longo da costa oeste principalmente pelo impacto de destroços que saíram voando e por afogamentos em áreas costeiras inundadas, disseram as autoridades.

Imagens aéreas divulgadas pela Força Aérea da Nova Zelândia mostravam vilarejos inteiros destruídos ou inundados. As autoridades advertiram sobre os danos “catastróficos” na Ilha Koro, a sétima maior do arquipélago de Fiji.

O governo declarou o país em desastre natural e pediu assistência internacional. Em um comunicado, a ONU informou que apoiaria as autoridades e os habitantes de Fiji com recursos e experiência. Uma equipe de ajuda australiana chegou no domingo às ilhas. / REUTERS e EFE

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