Kim Kyung-Hoon/Reuters
Kim Kyung-Hoon/Reuters

Sobe para 396 o número de mortos em navio naufragado na China

No navio viajavam 456 pessoas, a maioria era aposentado com idades entre 50 e 80 anos, que fazia turismo; 14 sobreviveram

EFE

06 de junho de 2015 | 07h47

As autoridades da China elevaram neste sábado, 6, para 396 o número de mortos no naufrágio de um navio na última segunda-feira no rio Yang Tsé, enquanto apenas 14 das 456 pessoas que estavam a bordo sobreviveram e 46 permanecem desaparecidas, informou a agência oficial Xinhua.

O número de mortes aumentou de forma considerável depois que as equipes que trabalham no local do acidente conseguiram endireitar o navio nessa sexta.

As equipes levaram toda a noite de quinta-feira e também parte de sexta-feira para realizar essa tarefa complicada devido ao estado do rio Yang Tsé, com fortes correntes e pouca visibilidade na água.

No início de sexta-feira, depois que as equipes de resgate endireitaram a embarcação, o governo informou que cerca de 20 corpos tinham sido encontrados, por isso o número de mortos chegou a 103. Durante a última madrugada, mais de 200 corpos foram encontrados, o que elevou o número de mortos para mais de 300. Hoje foram encontrados mais 85 corpos, o que deixa a contagem oficial em 396.

No navio "Estrela Oriental" viajavam 456 pessoas, a grande maioria aposentados que faziam turismo, e apenas 14 sobreviveram à catástrofe, entre elas o capitão e o chefe da casa de máquinas, que conseguiram sair da embarcação antes do naufrágio, depois que a mesma foi supostamente atingida por um tornado.

Até o momento, 46 pessoas continuam desaparecidas, naquele que já é considerado o maior acidente de navegação da China em décadas.

A última tragédia com um número superior de mortos ocorreu em 1948, quando a explosão de um barco a vapor no rio Huangpu, no sudeste do país, matou mais de mil pessoas.

Após encontrar 14 sobreviventes nas horas seguintes ao naufrágio, as equipes de resgate tentaram socorrer mais pessoas com vida durante os três dias seguintes.

No entanto, iniciaram a manobra para endireitar o navio na quinta-feira, uma operação delicada para a qual tiveram que confirmar que não havia mais ninguém com vida na embarcação. Pouco depois, as autoridades anunciaram que já não esperavam encontrar sobreviventes.

Os familiares dos mortos e desaparecidos lamentaram em diversas ocasiões a falta de informação das autoridades, se queixaram que as mesmas não permitiram que eles falassem com os jornalistas e exigiram ver os corpos de seus entes queridos.

"Queremos ver os corpos de nossos familiares, alguns acham que o governo quer escondê-los. Temos o direito de sepultá-los", protestou Xia Yunchen, irmã mais nova de uma das tripulantes do "Estrela Oriental".

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