Sobe para 4 número de manifestantes opositores mortos na Venezuela

Sobe para 4 número de manifestantes opositores mortos na Venezuela

Dois adolescentes, de 14 e 16 anos, morreram após serem atingidos por disparos durante os protestos em La Victoria e em Caracas

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2019 | 14h37

CARACAS - Dois menores baleados nos protestos de terça e quarta-feira contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, morreram nesta quinta-feira, 2, elevando para quatro o número de mortes, segundo parentes e líderes da posição. 

As vítimas são Yosner Graterol, de 16 anos, ferido na última terça-feira na cidade de La Victoria (norte), e Yoifre Hernández, de 14, atingido na quarta-feira em Caracas, disseram os deputados Karin Salanova e Miguel Pizarro, que culparam o governo.

"Morre o adolescente Yosner Graterol, de 16 anos. Ferido a bala em 30 de abril quando exercia seu direito de protesto", tuitou Salanova.

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A terça-feira foi marcada por manifestações em várias regiões do país em apoio à rebelião contra Maduro protagonizada por um reduzido grupo de militares liderado pelo opositor Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino do país.

Sem apoio das Forças Armadas, a rebelião em frente à base militar de La Carlota, em Caracas, fracassou.

Já José Hernández confirmou a morte de seu filho Yoifre, baleado nas imediações de La Carlota. Ontem, nesse local, também houve confrontos que deixaram dezenas de feridos, segundo serviços de saúde e organizações de direitos humanos.

A morte dos menores se soma à de Samuel Méndez, de 24 anos, na terça, e à de Jurubith Rausseo, de 27, na quarta, segundo o Observatório Venezuelano de Conflitos Sociais.

"Yosner e Yoifre são dois menores que foram assassinados por esse regime. Ambos morreram depois de serem feridos a tiros durante manifestações", afirmou o deputado Miguel Pizarro, no Twitter. Ele também prestou homenagem a Jurubith, que deixou dois filhos pequenos. 

Os enfrentamentos de quarta-feira tiveram início quando uma multidão, em ato convocado por Guaidó, desviou-se para La Carlota. Os distúrbios continuaram nos arredores durante várias horas.

A ONG Fórum Penal relata pelo menos 205 detenções, no âmbito dos protestos desta semana. / AFP 

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