Sobe para 43 número de mortos em ataque no Paquistão

Dois atentados a bomba mataram ao menos 43 pessoas em três diferentes regiões do Paquistão neste domingo, exatamente no momento em que o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, David Cameron, visita a capital, Islamabad, comprometendo-se a ajudar a combater o terrorismo.

EQUIPE AE, Agência Estado

30 Junho 2013 | 17h25

No pior ataque, duas explosões próximas a um mosteiro xiita em Quetta, a capital da província Baluchistan, no sudoeste do Paquistão, matou ao menos 22 pessoas, incluindo duas mulheres e várias crianças, e deixando outras 65 feridas, informou a polícia local.

Em outro ataque, um carro-bomba explodiu quando um comboio de tropas paramilitares passava pelos arredores da cidade de Peshawar, no noroeste, matando pelo menos 17 pessoas e ferindo dezenas de outras, informou a polícia do país.

Conforme o oficial de polícia Shafiullah Khan, a maioria dos mortos e feridos eram civis, embora nove paramilitares das tropas Frontier Corps ficaram feridos. A explosão atingiu um veículo da Frontier Corps, mas o outro passou pelo local com segurança.

Mais tarde, uma bomba atingiu um comboio do exército paquistanês e matou quatro soldados na área tribal do Waziristão do Norte, ponto importante para taleban e militantes da Al-Qaeda no país, disseram autoridades de inteligência, falando sob condição de anonimato porque não estavam autorizadas a conversar com repórteres. Outros 20 soldados ficaram feridos na explosão.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques, mas o taleban paquistanês é o principal suspeito. O grupo vem travando uma insurgência contra o governo há anos. Os militantes têm se mostrado resilientes apesar de uma série de ofensivas do exército contra eles na região tribal.

Também neste domingo, o primeiro-ministro britânico David Cameron disse a seu correspondente paquistanês, Nawaz Sharif, que a Inglaterra iria fazer tudo o que pudesse para ajudar a combater o extremismo, batalha que exige uma resposta firme em termos de segurança e medidas para combater a pobreza e promover a educação.

A Grã-Bretanha se comprometeu a fornecer ao Paquistão mais equipamentos para combater o tipo de explosivo improvisado que matou os soldados no Waziristão do Norte e compartilhar conhecimentos sobre segurança de eventos esportivos. A Grã-Bretanha sediou os Jogos Olímpicos no ano passado.

"Os inimigos do Paquistão são inimigos da Grã-Bretanha, e nós vamos estar juntos e conduzir essa luta contra o extremismo e o terrorismo juntos", disse Cameron, em uma entrevista coletiva conjunta com Sharif em Islamabad. Cameron chegou ao Paquistão após uma visita ao vizinho Afeganistão. Ele elogiou ainda o compromisso declarado do Paquistão de ajudar a promover um acordo de paz com o taleban afegão.

Mais conteúdo sobre:
Paquistãoviolência

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.