Antonio Calanni / AP
Antonio Calanni / AP

Sobe a 43 o número de mortos no desabamento de ponte em Gênova

Um ferido grave morreu e os corpos de uma família e de um morador foram encontrados sob os escombros

O Estado de S.Paulo

18 Agosto 2018 | 16h01
Atualizado 18 Agosto 2018 | 16h04

GÊNOVA, ITÁLIA - Os bombeiros italianos encontraram neste sábado, 18, mais corpos em um carro esmagado sob um bloco de concreto da Ponte Morandi, informou a Defesa Civil, e um dos feridos em estado grave morreu, elevando a 43 o número de mortos no desastre na cidade italiana de Gênova.

Segundo a imprensa italiana, foram encontrados os corpos de um morador local e os de um casal e uma menina de 9 anos que foram retirados de um dos carros que caíram com o desabamento. Os corpos são da família Cecala, da qual não se tinha notícias desde terça-feira, quando a ponte desabou. As autoridades acreditam que o morador era o último desaparecido, já que um alemão que tinha sido dado como tal entrou em contato neste sábado com as autoridades italianas.

Foi realizado nesta manhã o funeral de Estado por todas as vítimas, oficiado pelo cardeal e arcebispo de Gênova, Ángelo Bagnasco, e com a presença do presidente da República, Sergio Mattarella, e do primeiro-ministro, Giuseppe Conte. Apenas 19 famílias participaram da homenagem, já que os parentes de outras vítimas optaram por cerimônias privadas depois de acusar as autoridades estatais de serem responsáveis pela tragédia.

“Não queremos uma farsa de funeral, e sim uma cerimônia em casa, em nossa igreja, na Torre de Greco”, escreveu nas redes sociais Roberto, pai de Giovanni Battiloro, um dos quatro jovens deste município, em Nápoles, que se dirigiam de carro para Barcelona para passar férias. “Meu filho não se tornará um número na lista de mortes provocadas por uma falta de eficiência italiana”, acrescentou, ao mesmo tempo em que pediu justiça.

A empresa Autostrade per l’Italia, que administra a ponte que caiu, prometeu reconstruí-la. O diretor executivo da companhia, Giovanni Castellucci, disse, na primeira entrevista coletiva desde o desastre, que uma nova ponte será construída usando um fundo de € 500 milhões criado para casos de desastre. Um ministro italiano pediu a renúncia da direção da Autostrade após o colapso, mas a empresa disse que todos manterão seus cargos. 

A Promotoria investiga as causas do desabamento da ponte, construída em 1967. A primeira hipótese é o rompimento de um dos cabos de aço por falta de manutenção, disse Antonio Brencich, professor da Universidade de Engenharia de Gênova, que participa das investigações. / REUTERS

 

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