Sobe para 441 número de mortos por tsunami e vulcão na Indonésia

Autoridades contabilizam ainda 303 desaparecidos e 13 mil alojadas em abrigos

Efe

29 de outubro de 2010 | 08h32

Tsunami invadiu a terra em mais de 500 metros e varreu vilarejos inteiros.

 

PADANG - As autoridades da Indonésia elevaram para 441 o número de mortes causadas pelo terremoto e pelo tsunami que atingiram o país na segunda feira e pela erupção de um vulcão na ilha de Java. A onda gigante, reflexo do sismo de magnitude 7.7, deixou 408 mortos, enquanto a atividade vulcânica fez 33 vítimas.

 

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Segundo a Agência Nacional de Controle de Desastres, 303 pessoas permanecem desaparecidas e 13 mil estão alojadas em abrigos. Outras 412 pessoas estão hospitalizadas.

 

O chefe de missão da Federação Internacional da Cruz Vermelha em Sumatra Ocidental, Hans Bochove, explicou que será "muito, muito difícil" encontrar sobreviventes, pois já se passaram quatro dias desde o terremoto que provocou a onda gigante.

 

Bochove disse que a situação ainda está sendo avaliada no arquipélago de 70 ilhas e ilhotas, cuja região sul foi engolida na segunda-feira por uma onda gigante de seis metros de altura que, segundo testemunhas, penetrou mais de meio quilômetro em terra firme.

 

Falhas

 

As autoridades indonésias asseguram que o sistema de alarme de tsunamis, dotado de boias para detectar a onda gigante, deixou de funcionar há um mês pela falta de pessoal qualificado para manutenção.

 

No entanto, um técnico alemão que trabalha no projeto de alerta assinalou que somente uma das 300 boias distribuídas no mar falhou. "O sistema de alarme antecipado funcionou muito bem, é algo que se pode verificar", indicou Joern Lauterjung, chefe do projeto de alerta de tsunamis indonésio-alemão GeoForschungsZentrum.

 

De qualquer maneira, todos concordam que as ilhas estavam perto demais do epicentro e foram atingidas pelas ondas em cinco ou dez minutos, o que tornaria inútil qualquer alarme.

 

O sistema foi instalado após o tsunami de 2004, causado por um terremoto de magnitude 9,1 que destruiu cidades litorâneas de uma dúzia de nações banhadas pelo Oceano Índico e deixou 226 mortos.

 

A Indonésia fica sobre o chamado Círculo de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica que é atingida por cerca de 7 mil tremores anualmente, a maioria de baixa magnitude e não sentida pela população.

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