Sobe para 4.600 o número de mortos em terremoto na Indonésia

O terremoto na ilha de Java, segundo fontes oficiais indonésias, que disseram que o número ainda pode aumentar. De acordo dados do Ministério indonésio de Assuntos Sociais, o número exato de vítimas fatais contabilizadas até agora chega a 4.611, e, de acordo com fontes da Cruz Vermelha, os desabrigados estão na casa dos 200 mil.O terremoto do sábado foi o quarto de maior poder destrutivo que a Indonésia sofreu nos últimos 17 meses, incluindo o tsunami de 26 de dezembro de 2004, que arrasou uma ampla região do sul e do sudeste da Ásia. A catástrofe de 2004 matou 230 mil pessoas, a maior parte delas em território indonésio.Todos os observadores relatam que o número de mortos pode aumentar, já que a região onde ocorreu o terremoto é bastante povoada. A maioria das casas na região mais atingida foi reduzida a escombros, e se teme que haja muito mais gente presa nos entulhos.As autoridades indonésias informaram que 15 mil pessoas ficaram feridas, gerando um colapso nos hospitais da região, especialmente na cidade de Yogyakarta, que teve alguns de seus centros de saúde danificados pelo terremoto.ResgatesHá mais de 500 pessoas trabalhando, entre integrantes do Exército, da Cruz Vermelha e voluntários", declarou Heri Nero, responsável por uma das equipes de resgate em Yogyakarta. "Esperamos que hoje cheguem equipes de Jacarta e também, quem sabe, de outros países", acrescentou Nero. As equipes de resgate também removeram os corpos das pessoas que não conseguiram sair a tempo de suas casas. Nas últimas horas, familiares, moradores e amigos começaram a enterrar as centenas de corpos em valas comuns, à medida que os cadáveres eram encontrados.O aeroporto de Yogyakarta, capital da província, permanece fechado por causa dos danos sofridos em uma das pistas. Por este motivo, a ajuda tem que ser desviada para o aeroporto de Solo, e depois transportada por estrada.Ajuda internacionalA Indonésia solicitou ajuda internacional para enfrentar estacatástrofe. Os Estados Unidos ofereceram US$ 2,5 milhões, unindo-se assim aoCanadá, que colaborou com US$ 1,8 milhão, e com a China, que enviouUS$ 2 milhões.A Comissão Européia (CE, órgão executivo da UE) aprovou uma verbade três milhões de euros de ajuda urgente, destinada às áreassanitária, de alojamento e logística. Além do dinheiro, a Comissão vai enviar dois analistas de mecanismos de proteção civil da UE à Indonésia. O comissário europeu para o Desenvolvimento e Ajuda Humanitária, Louis Michel, ressaltou a importância de proporcionar ajuda o mais rápido possível através das agências da Comissão que trabalham no local. O tremor "ocorreu em uma área muito povoada, e muita gente está sofrendo. Acelerando nossa ajuda pretendemos aliviar a dor o mais rápido possível", disse Michel.Os fundos, administrados pelo Escritório de Ajuda Humanitária da Comissão Européia (Echo), serão distribuídos entre diversos parceiros, entre eles a Federação Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho. "Para iniciar a ajuda, o Centro de Controle e Informação da Direção Geral de Meio Ambiente da CE permanece em constante contato com as autoridades indonésias e com os Estados-membros da UE", acrescenta a nota.A ONU enviou uma equipe à cidade de Bantul para avaliar os danos causados pelo terremoto e prestar ajuda ao país. Essa equipe é liderada pelo Programa Mundial de Alimentos. A comitiva também terá pessoal do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), do Fundo para a Infância (Unicef), do Programa para o Desenvolvimento (Pnud), do Fundo para a População (Unfpa) e da Organização Mundial da Saúde (OMS), além de diferentes ONGs. Para Puji Pujiono, responsável pela resposta de emergênciaregional das Nações Unidas, "as próximas horas serão um pesadelologístico."Além da distribuição de comida, água potável e tendas de campanha, Pujiono destacou também a necessidade de envio de remédios e de médicos. Também são necessários soros, antibióticos, anestesia, materiais cirúrgicos, analgésicos e gaze. "Necessitamos de quase tudo. Não temos madeiras nem para fazer talas, e estamos utilizando papelões", ressaltou Gunawan, um dosmédicos de urgência, enquanto atendia uma paciente de idade avançada com uma fratura no tornozelo.

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