Sobe para 47 o número de mortos no incêndio em discoteca de Caracas

Um incêndio destruiu na madrugada deste domingo uma discoteca no centro da capital venezuelana, Caracas, causando a morte de 47 pessoas e ferimentos em oito, informaram autoridades do Ministério do Interior. O fogo começou na portaria por volta de 11h30 sábado e avançou pela madrugada de domingo. "No início pensamos que era uma brincadeira, mas os extintores não funcionaram", disse uma testemunha, Jenny Cisneros, de 29 anos. Ela e a irmã escaparam, mas uma amiga delas morreu. Uma moradora das imediações, María Marcano, contou que ouviu uma grande explosão antes das chamas tomarem conta do edifício. Segundo o comandante dos bombeiros, Rodolfo Briceño, deve ter ocorrido algum problema no compartimento de chaves elétricas. "Precisamos aguardar o resultado das investigações, mas achamos que houve um curto-circuito", disse o chefe dos bombeiros. A maioria das vítimas (32 mulheres e 15 homens) morreu em conseqüência da fumaça. "O fogo se alastrou rapidamente, deixando as pessoas em pânico; muitas devem ter morrido esmagadas durante o corre-corre", disse Jenny. O comandante Briceño acha que havia pelo menos 300 pessoas no interior da discoteca La Goajira, que funciona num prédio antigo construído na década de 50, sem equipamento de segurança. "Os proprietários deram as costas às normas da lei", afirmou Briceño. Os bombeiros chegaram logo, isolaram o quarteirão e retiraram 200 moradores, cujas habitações estavam sendo invadidas pela fumaça. A maioria dos edifícios da região é caracterizada pela mesma precariedade na segurança. São instalações usadas por pequenos comerciantes, bares, restaurantes e hotéis baratos. "É praticamente impossível concluir com êxito qualquer tipo de fiscalização por aqui", afirmou Briceño.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.