STR / AFP
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Número de mortos em tufão no leste da China sobe para 49; Xangai deve ser a próxima afetada

Lekima deve atingir Xangai com ventos menos fortes. Cerca de 300 mil pessoas foram retiradas da área metropolitana da capital

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2019 | 02h31

XANGAI - O balanço de vítimas do tufão Lekima na China subiu para 49 mortos e 21 desaparecidos nesta terça-feira, 13, três dias após a passagem da tormenta pela costa leste do país.

O tufão, o mais violento da atual temporada, segue avançando em direção ao norte, segundo a agência Nova China.

Ondas de vários metros de altura atingiram a costa da província de Zhejiang, sul de Xangai, na madrugada de sábado,  10, em meio a ventos de até 187 km/h.

Apenas um deslizamento de terra provocou a morte de 18 pessoas na ampla comunidade de Wenzhou, relatou a agência de notícias.

A emissora CCTV mostrou imagens dos socorristas navegando de barco na cidade de Linhai, cujas ruas se encontram completamente cobertas de lama. A CCTV divulgou ainda imagens de torrentes de lama que desciam de uma montanha, uma estrada destruída, árvores desenraizadas e veículos atolados.

Outros veículos de comunicação locais também exibiram as equipes de salvamento resgatando pessoas em botes infláveis.

Na província de Zhejiang, cerca de 300 voos foram anulados, e os serviços de ferry e de trem, suspensos por precaução. Pelo menos um milhão de pessoas saíram de suas casas antes da chegada do tufão. Mais de 110 mil foram realocadas em abrigos temporários.

Lekima deve atingir a região de Xangai com ventos menos fortes, deixando de ser um "supertufão" para virar um "tufão".

As autoridades retiraram cerca de 300 mil pessoas da área metropolitana de Xangai, a capital econômica do país.

As viagens de trem de levitação magnética que ligam a cidade a um dos seus aeroportos foram suspensas. A Disneylândia de Xangai também fechou suas portas, pela primeira vez desde a abertura do parque em 2016.

O tufão já havia afetado Taiwan na sexta-feira, 9, quando deixou nove feridos e milhares de casas sem eletricidade.

Em setembro do ano passado, o tufão Mangkhut levou à saída de duas milhões de pessoas do local e à destruição significativa em Hong Kong e Macau. Na ocasião, 59 pessoas morrerram nas Filipinas. / AFP

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