Sobe para 49 o número de mortos em conflito no Nepal

Pelo menos 49 policiais morreram e 21 ficaram feridos no mais grave ataque dos guerrilheiros maoístas contra as forças de segurança do Nepal desde a suspensão do estado de emergência no último dia 28 de agosto. O ataque ocorreu na localidade de Bhiman, a cerca de 160 km a sudeste da capital Katmandu, contra um posto policial onde estavam 70 agentes de segurança. Outros dois estão desaparecidos, mas poderiam estar escondidos na selva, segundo o vice-ministro do Interior, Devendra Raj Kadel, que visitou o local.Centenas de rebeldes participaram do ataque por volta das 12h30 do domingo (hora local), e o combate prosseguiu durante mais três horas, disse o vice-ministro. As comunicações com o posto foram bloqueadas meia hora após o início do ataque.Kadel informou que dois corpos de rebeldes já foram encontrados, mas acrescentou que seu número pode ser muito maior. "Temos testemunhas de que os rebeldes deixaram o lugar com dezenas de corpos", acrescentou. Embora o posto policial fique a 18 km dos escritórios distritais, os reforços do governo não chegaram a tempo porque os rebeldes haviam bloqueado as estradas, disse um funcionário que não quis se identificar.Os insurgentes, inspirados na doutrina chinesa de Mao Tsé-tung, estão em luta no Nepal desde 1996 para abolir a monarquia parlamentar que governa o país. Eles querem instaurar uma república popular comunista de tendência pró-China. Nos últimos seis anos, desde o início da luta armada rebelde, mais de 5 mil pessoas morreram nos confrontos.A luta entre governo e guerrilha se intensificou após a ruptura dos diálogos de paz em outubro do ano passado. No mês passado, o governo suspendeu o estado de emergência que havia decretado no ano passado para combater a insurgência. O ataque deste domingo ocorre antes de uma greve geral convocada pelos rebeldes para 16 de setembro.Hoje, um esquadrão do exército do Nepal desativou uma bomba em um subúrbio ao sul de Katdmandu, nas proximidades de um quartel do corpo de bombeiros. Os policiais atribuíram a colocação da bomba aos rebeldes.

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