AFP / PATRIK STOLLARZ
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Sobe para 516 o número de denúncias de crimes cometidos em Colônia

40% dos ataques na estação de trem da cidade na noite de ano novo foram registrados como assédio sexual; em Hamburgo, número de denúncias por casos similares subiu para 133

O Estado de S. Paulo

11 Janeiro 2016 | 10h05

BERLIM - A Polícia de Colônia, na Alemanha, informou no domingo que o número de denúncias apresentadas por supostos crimes cometidos na noite de ano novo na estação de trem da cidade subiu para 516 e 40% delas são por assédio sexual.

Apenas no fim de semana, as denúncias em Colônia, a quarta maior cidade da Alemanha, passaram de 379 a 516. Já em Hamburgo, a segunda maior cidade do país e onde aconteceram situações semelhantes na mesma noite, já são 133 queixas.

Em comunicado, a Polícia de Colônia informou que prendeu um marroquino de 19 anos como suspeito do roubo de um telefone celular no Réveillon. O jovem, detido ontem, é conhecido pela polícia desde janeiro de 2013 por diferentes crimes e já foi preso.

A Polícia de Colônia explicou que identificou mais 19 suspeitos de envolvimento com os fatos da última noite do ano, quando 1.000 homens se reuniram na frente da estação de trem e agrediram, roubaram e assediaram mulheres.

As forças de segurança trabalham agora para encontrar provas concretas que permitam apresentar acusações. Para isso, várias gravações de vídeos realizadas na região estão sendo analisados.

Segundo a polícia, há muitas semelhanças entre os fatos de Colônia e Hamburgo, onde várias mulheres foram cercadas por homens, aparentemente norte-africanos e árabes, e foram vítimas de agressões sexuais e roubos. 

Casos planejados. O ministro de Justiça da Alemanha, Heiko Maas, afirmou também no domingo acreditar que as maciças agressões sexuais registradas durante a noite de ano novo em Colônia foram planejadas, e pediu às forças de segurança que investigar as possíveis conexões entre os envolvidos.

"Quando uma horda assim se junta para cometer delitos, parece que tem que ter sido planejado de forma alguma. Ninguém pode me dizer que isso não esteve coordenado ou preparado", ressaltou em uma entrevista ao dominical "Bild am Soontag".

A maior parte dos investigados pelos ataques são solicitantes de asilo e pessoas em situação ilegal na Alemanha, embora a polícia ainda analise por quais crimes estas pessoas serão acusadas.

Maas, que desde o primeiro momento pediu para investigar se os casos se tratavam de uma nova forma de criminalidade organizada, considera evidente que a data para o ataque foi escolhida para ser uma em que haveria muita gente na rua.

No sábado, a chanceler alemã, Angela Merkel, defendeu as propostas apresentadas por seu partido, o União Democrata-Cristã (CDU), para excluir do direito de asilo aos refugiados condenados a prisão e também à liberdade condicional - que é concedida quando a pena é inferior a dois anos - e facilitar sua expulsão do país.  / EFE e REUTERS

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