Sobe para 52 número de mortos em terremoto na Guatemala

Subiu para 52 o número de mortos no pior terremoto em quase 40 anos na Guatemala, informou o presidente Otto Perez Molina. Ao mesmo tempo, o número de desaparecidos caía consideravelmente com o passar das horas, mas acredita-se que as 22 pessoas que ainda não foram encontradas estejam mortas, lamentou o presidente guatemalteco, que acompanha pessoalmente as operações de resgate em San Marcos, a área mais afetada.

AE, Agência Estado

08 de novembro de 2012 | 16h18

As equipes de resgate trabalharam durante toda a noite e a madrugada de ontem em busca de corpos e sobreviventes. O tremor de magnitude 7,4 ocorrido na quarta-feira causou danos em quase em todos as regiões do país e foi sentido até a Cidade do México, situada a quase mil quilômetros da Guatemala. Foi o pior terremoto desde 1976, quando 23 mil pessoas morreram.

Calcula-se que 1,2 milhão de pessoas tenham sido de alguma forma afetadas pelo terremoto de ontem. Mais de 700 guatemaltecos perderam suas casas e precisaram ser alojados em abrigos provisórios. Segundo Perez Molina, 70 abalos secundários ocorreram nas primeiras 24 horas posteriores ao terremoto, alguns dos quais alcançaram 4,9 graus de magnitude.

San Marcos foi o estado mais afetado, onde pelo menos 40 pessoas foram mortas, mais de 30 casas desabaram e vários edifícios ficaram em ruínas. Segundo o presidente, outros mortos são do estado vizinho de Quetzaltenango.

"Uma coisa é ouvir sobre o que aconteceu e outra - totalmente diferente - é ver", disse o presidente, que voou para San Marcos para acompanhar as equipes de socorro. "Como guatemalteco, sinto-me triste em ver mães chorando pela morte dos filhos".

Perez Molina afirmou que o governo vai pagar pelos funerais de todas as vítimas da região e declarou que dois mil soldados foram enviados para ajudar no desastre. As informações são da Associated Press.

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