Sobe para 58 o número de mortos em explosões em Bali

Com base em novas confirmações, subiu para 58 o número de pessoas que morreram- entre elas, 18 estrangeiros - em explosão ocorrida hoje em um clube noturno da ilhaturística de Bali, segundo autoridades policial e médicas da indonésia. Outras 178 pessoas ficaram feridas. Uma outra bomba explodiu cerca de 100 metros do consulado norte-americano em Denpasar, capital de Bali, mas ninguém ficou ferido.A explosão mais intensa ocorreu no interior do clube noturno Sari, o mais conhecido e procurado por turistas estrangeiros na região de Kuta Beach."Vi um homem, que parecia ser indonésio, cuja cabeça voou pelos ares", disse o fotógrafo local Murdani Usman. "Tudo por perto está destruído e muitos carros que estavam na rua foram danificados pela explosão", acrescentou.A explosão foi seguida de um incêndio que consumiurapidamente o clube e dominou uma discoteca vizinha. Nos hospitais, fontes confirmaram que entre os mortos e feridos havia cidadãos americanos, britânicos e australianos. Policiais indonésios - que hoje à noite se mantinham cautelosos ao fazer comentários sobre as explosões - desmentiram uma notícia segundo a qual outra bomba tinha sido detonada na região de Ubud, outra cidade freqüentada por turistas estrangeiros em Bali.Várias horas depois do incidente, as autoridades indonésias não tinham conseguido ainda estabelecer com segurança a identidade e a nacionalidade das vítimas. Em Washington, uma porta-voz do Departamento de Estado americano afirmou que a Casa Branca ainda não tinha recebido informações sobre cidadãos do EUA afetados pelos ataque e só semanifestaria depois de conhecer esses dados.Nenhuma organização terrorista reivindicou imediatamente a autoria das explosões em Bali. Há dois anos, no último atentado de grande porte cometido na Indonésia, uma bomba explodiu nafrente da Embaixada das Filipinas em Jacarta, matando duas pessoas e ferindo mais de dez, incluindo o embaixador filipino.Bali é considerado o último reduto do hinduísmo da Indonésia,considerado o maior país muçulmano do mundo. Desde os ataques de11 de setembro de 2001 nos EUA, funcionários indonésios têmrechaçado com veemência relatórios de serviços de inteligênciaestrangeiros, segundo os quais o país abriga células ativas daorganização terrorista Al-Qaeda, liderada por Osama bin Laden.Malásia e Cingapura, no entanto, asseguram que a Indonésiaserve como base para o grupo integrista islâmico JemaahIslamiyah, que luta para estabelecer um Estado no Sudeste daÁsia. O governo indonésio vem sendo pressionado para prender olíder desse grupo, Abu Bakar Bashir, mas as autoridades deJacarta alegam não ter provas contra ele.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.