Sobe para 63 o número de mortos por enchentes na China

Especialistas alertam para o perigo do transbordamento do rio Amarelo, o segundo maior no território chinês

Associated Press e Reuters,

17 de junho de 2008 | 11h28

Pelo menos 63 pessoas morreram em enchentes, deslizamentos de terra e outras conseqüências da chuva no decorrer do último mês em dez províncias chinesas, informou um funcionário da agência local de reação a desastres naturais. Desde o início do ano, 171 pessoas já morreram por causa das chuvas no país. Soldados montavam barragens com sacos de areia para tentar amenizar os efeitos das inundações que afetam o sul da China ao mesmo tempo em que meteorologistas advertiam que fortes chuvas na região central do país poderiam provocar o transbordamento do Rio Amarelo, o segundo maior em território chinês. O centro industrial do extremo sul da China preparava-se para enfrentar as enchentes. Autoridades da província de Guangdong, uma área vizinha de Hong Kong economicamente importante, de grandes dimensões e densamente povoada, avisou sobre o perigo de um "junho negro", no momento em que chuvas fortes e dois rios com excesso de água ameaçavam os diques de contenção, afirmou a agência de notícias Xinhua. A grande quantidade de água que caiu sobre o sul da China nos últimos dez dias obrigou à retirada de 1,66 milhão de pessoas de suas casas, afirmou o Ministério dos Assuntos Civis. As perdas econômicas diretas somam 15 bilhões de iuans (US$ 2,2 bilhões). Guangdong prevê um novo alagamento na parte baixa do delta do rio Pérola, que abarca várias zonas industriais voltadas à exportação, entre as quais Foshan, Zhongshan e a capital da província, Guangzhou. Na cidade de Sanshui, onde fábricas de plásticos ficam próximas de plantações de arroz, a água misturada à lama já chegava à janela de casas localizadas próximas aos rios. Quatro crianças de uma escola em Guangxi, província localizada a oeste de Guangdong, morreram quando um muro caiu por conta da chuva, informou a agência de notícias Xinhua. Meteorologistas estão preocupados com as possíveis cheias do rio Amarelo, o segundo maior do país. A administração alertou que as provícias nas partes baixas e médias ao longo do rio, incluindo Shanxi, Shaanxi, Henan e Shandong são as que correm mais risco. Intensas tempestades de neve tomaram conta de grande parte do sul do país, em janeiro, e a China ainda se recupera do terremoto de 12 de maio, cujo epicentro ficou na Província de Sichuan e que matou mais de 70 mil pessoas.

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