Sobe para 65 número de mortos em explosão no Paquistão

Pelo menos 65 pessoas morreram e outras 200 ficaram gravemente feridas na explosão de uma bomba em uma feira popular na cidade de Quetta, ao sudeste do Paquistão, em uma região que reúne o grupo ético xiita Hazaras. Este é o maior incidente ocorrido desde o início do ano, quando 86 pessoas morreram na mesma cidade, provocando protestos durante todo o dia contra o governo local.

AE, Agência Estado

16 de fevereiro de 2013 | 19h57

Os xiistas, uma minoria no país de maioria muçulmana sunita, têm sido alvo de constantes ataques por grupos militantes, que os consideram não muçulmanos e hereges. A etnia Hazaras migrou do Afeganistão há mais de 100 anos e nos últimos anos tem sido alvo de perseguição do grupo militante sunita Laskher-e-Jhangvi.

O chefe da polícia de Quetta, Zubair Mahmood, disse em entrevista que a bomba foi escondida em um tanque de água e foi levada para o local em um trator. Segundo ele, a explosão destruiu lojas na vizinhança e provocou o desmoronamento de um prédio de dois andares. A bomba teria sido detonada por controle remoto.

Mahmood afirmou que a polícia ainda não sabe quem está por trás do atentado, mas uma televisão local reportou que o grupo extremista sunita Lashker-e-Jhangvi teria assumido a responsabilidade pela explosão da bomba.

Outro policial, Samiullah Khan, disse que a bomba foi detonada enquanto a feira de frutas e vegetais encontrava-se lotada de mulheres e crianças que faziam compras. Os residentes transportaram as vítimas para três hospitais da região em veículos privados porque não havia ambulâncias suficientes para levar os feridos.

Membros do grupo sectário de minoria xiita tomaram as ruas da cidade em protesto, bloqueando as ruas com pneus em chamas e atirando pedras nos veículos que passavam. Muitos atiraram para o ar para evitar que as pessoas se aproximassem, temendo uma segunda explosão. As informações são da Associated Press.

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