Sobe para 760 o número de mortes causadas pelo terremoto na China

Tremor de magnitude 7,1 ainda deixou mais de 11 mil feridos, segundo autoridades

Efe e estadão.com.br

15 de abril de 2010 | 15h38

 

PEQUIM - O número de mortes causadas pelo terremoto de magnitude 7,1 que atingiu a província de Qinghai, no noroeste da China, na quarta-feira subiu para 760, informou nesta quinta-feira, 15, a agência estatal de notícias Xinhua.

 

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As equipes de resgate trabalham sem descanso na busca de sobreviventes após o tremor. Além dos mais de 700 mortos, há mais de 11 mil feridos, sendo 1.174 em estado grave. Ainda há 243 pessoas dadas como desaparecidas. Já ocorreram mais de 750 réplicas do tremor de quarta, as mais intensas na escala com 6,3 de magnitude na escala Richter.

 

Um total de 15 mil casas foram destroçadas e 100 mil pessoas evacuadas após o terremoto, cujo epicentro ficou a 33 quilômetros de profundidade. "Só 10% das casas da região são de cimento. As casas de madeira ou tijolo foram destruídas", disse o subdiretor de Resgate de Emergências da Agência Sismológica da China, Miao Chonggang, durante uma entrevista coletiva para informar as consequências do terremoto em Pequim.

 

Miao assinalou, além disso, que "por causa da localização da cidade muitos membros da equipe de resgate, assim como os cachorros rastreadores, estão sofrendo com o mal de altura" o que prejudica as buscas. Na cidade de Jiegu, uma das zonas mais afetadas pelo tremor, há quase dois mil soldados, policiais e bombeiros trabalhando nas operações de busca e salvamento.

 

Muitas das estradas da região também foram danificadas, entre elas as que unem a zona a capital da Província, Xining, a 800 quilômetros de distância. "O principal problema agora é o transporte, porque é preciso tempo para que a ajuda chegue à região", acrescentou Zou Ming, diretor do Departamento de Operações de Resgate do Ministério de Assuntos Civis.

 

Abrigo

 

Muitos sobreviventes ficaram ao relento ontem à noite, com temperaturas mínimas de três graus centígrados sob zero, enquanto outros buscaram refúgio nos edifícios que não foram afetados pelo terremoto.

 

Zou afirmou que por enquanto "cerca de 8.370 barracas chegaram a Yushu, e mais 28,8 mil foram enviadas, o que cobrirá as necessidades de pelo menos 100 mil pessoas" e advertiu que "é preciso urgentemente de cobertores, roupas e alimentos". Monges budistas tibetanos se uniram aos trabalhos de resgate e vestidos com suas túnicas de cor grená tentam tirar os sobreviventes das ruínas.

 

Os meios de comunicação chineses informam que muitas pessoas continuam enterradas sob os escombros e que o número de vítimas pode aumentar à medida que as operações de resgate se intensificam. O chefe da Cruz Vermelha da Prefeitura afirmou que 70% das escolas de Yushu estão destruídas, segundo a Rádio Nacional da China.

 

O primeiro-ministro, Wen Jiabao, chegou hoje à região e o primeiro líder do Governo central ao chegar ao local na quarta foi o vice-primeiro-ministro, Hui Liangyu. Hui disse que "quinta e sexta são dias cruciais para buscar e resgatar os sobreviventes e transferir aqueles que estão gravemente feridos". O governo anunciou o envio de US$ 29,3 milhões em ajuda.

 

O terremoto de ontem foi o mais forte na China depois do terremoto de 2008 em Sichuan, que deixou 90 mil mortos e desaparecidos. Em maio de 2008, o norte da província de Sichuan foi atingido por um tremor de magnitude 8.0. Na ocasião, cerca de sete mil escolas foram destruídas, o que criou muita polêmica pelas denúncias dos pais sobre a péssima qualidade da construção dos edifícios educativos.

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