Sobe para 8 total de mortos em atentados na Indonésia

Subiu para oito o total de mortos em duas explosões ocorridas nos hotéis Ritz-Carlton e J. W. Marriott, na manhã de hoje (horário local), no centro de Jacarta. Os hotéis estavam ocupados por vários estrangeiros, muitos dos quais executivos que participavam de um fórum de negócios no J. W. Marriott. O presidente da Indonésia, Susilo Bambang Yudhoyono, qualificou os atentados como "atos terroristas" e podem ter amplo impacto na economia e nos negócios do país. A polícia diz que um suicida entrou no Marriot fingindo ser hóspede. É o pior atentado na capital indonésia desde o ocorrido em 2003 também no Marriot.

AE, Agencia Estado

17 de julho de 2009 | 08h58

Os atentados podem ser uma retaliação à ação do governo da Indonésia, que está engajado em uma ampla campanha contra extremistas islâmicos e tem colocado seu Exército para desmobilizar grupos militantes em seus principais redutos. A primeira explosão aconteceu no início da manhã local (ontem à noite em Brasília). A segunda foi ouvida minutos depois. As bombas estilhaçaram janelas e espalharam destroços pelas ruas. Os explosivos podem ter sidos detonados na parte da frente e no subterrâneo dos hotéis, relatou a agência de notícias Antara.

Várias embaixadas e algumas grandes instituições financeiras têm escritórios na região. Algumas das vítimas participavam de um fórum de negócios no J. W. Marriott. Entre os mortos está Timothy Mackay, diretor-executivo da Holcim Indonésia, empresa suíça de cimento. James Castle, fundador da CastleAsia, conhecida empresa de consultoria da Indonésia e que organizava o fórum, ficou ferido.

O analista estava no J. W. Marriott quando o hotel foi atacado em 2003. Na ocasião, 12 pessoas morreram. O atentado de 2003 foi atribuído ao grupo extremista Jemaah Islamiyah, responsável também pelos ataques em Bali, em 2002. Outro ferido identificado foi um ex-presidente das operações da Rio Tinto na Indonésia, Noke Kiroyan. As informações são da Dow Jones.

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