Sobe para 89 número de presos em greve de fome em Guantánamo

Aumentou de 75 para 89 o número de detentos em greve de fome na carceragem mantida pelos Estados Unidos em sua base naval na Baía de Guantánamo, Cuba, informou o Exército americano nesta quinta-feira.Seis dos 89 participantes da greve de fome estão recebendo alimentação forçada, disse o comandante Robert Durand. "Todos estão sendo acompanhados de perto por uma equipe médica e aconselhados sobre os efeitos da greve de fome ao organismo", prosseguiu.Trata-se do pico para este ano da greve de fome em Guantánamo, onde cerca de 460 suspeitos de "terrorismo" são mantidos há mais de quatro anos, a maior parte sem acusações pendentes e sem perspectivas de libertação.A greve de fome ocorre em meio a diversas demonstrações de desafio por parte dos prisioneiros. Muitos deles alegam inocência e queixam-se da falta de acesso a uma defesa adequada.Em 18 de maio, um detento fingiu uma tentativa de suicídio para atrair a atenção dos agentes penitenciários. Quando os guardas entraram, um grupo de prisioneiros escondidos atacou os agentes. Naquele mesmo dia, dois detentos tomaram overdose de antidepressivos, mas recobraram a consciência mais tarde.A greve de fome em vigor começou em agosto do ano passado. Em seu auge, algumas semanas depois do início, 131 detentos haviam aderido. O número de participantes caiu para três no início do ano e voltou a aumentar repentinamente na semana passada, quando saltou para 75.O Exército não divulgou a identidade dos participantes e os advogados disseram que não terão como saber se seus clientes estão envolvidos enquanto não visitarem a base.

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