Sobe para cerca de 32 mil número de mortos em Mianmar

ONU alerta que entre 62.000 e 100.000 podem ter morrido e reitera pedido de abertura do país para ajuda

The New York Times,

12 de maio de 2008 | 19h39

As autoridades de Mianmar aumentaram o número de mortos pelo ciclone Nargis para cerca de 32 mil e autorizaram o desembarque de um avião militar americano com o primeiro envio de ajuda em larga escala nesta segunda-feira, 12, enquanto o secretário geral da ONU, Ban Ki-moon, pressionava a junta militar que governa o país para aceitar a ajuda internacional. O secretário expressou "profunda preocupação e imensa frustração" no que ele chama de "resposta lenta e inaceitável para essa grave crise humanitária."   Veja também: Ministros da UE realizam reunião sobre ajuda para Mianmar Primeiro avião dos EUA com ajuda chega a Mianmar   Em uma duro discurso, não usual para o líder das Nações Unidas, ele disse que "isso não é política, é salvamento de vidas. Absolutamente não há mais tempo a perder."   Os comentários de Ban Ki-moon aparecem no dia em que as autoridades do país permitiram a entrada dos suprimentos americanos, atravessando a barreira previamente determinada sobre o envio de assistência humanitária às vítimas, que somam mais de um milhão. A televisão estatal anunciou que 31.938 pessoas morreram e 29.770 estão desaparecidas desde a passagem do furacão, em 2 de maio.   Segundo as estimativas das Nações Unidas nesta segunda-feira, no entanto, a cifra de mortos pode estar entre 62.000 e 100.000. O secretário geral da ONU disse que está tentando sem sucesso por quatro dias encontrar o general sênior do país, Than Swe. Ban Ki-moon afirmou que enviou uma segunda carta a Swe nesta segunda, indicando os esforços das Nações Unidas de envio de ajuda e a necessidade de "um maior acesso e liberdade de movimentação."   Na carta, ele disse também que os países na região têm "papel e responsabilidade especiais em garantir a total cooperação com o governo de Mianmar". John Holmes, subsecretário geral de emergências, disse que há um "discreto progresso" na obtenção de vistos para as forças de ajuda - apenas 34 das mais de 100 solicitações foram aprovadas.   Oficiais das Nações dizem que a distribuição de maior parte dos suprimentos de ajuda internacional está sendo bloqueada, nas partes mais afetadas do país. Segundo eles, a ajuda chega a menos de um terço das pessoas necessitadas.

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