EFE/EPA/JIJI
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Sobe para pelo menos nove o número de mortos em deslizamento de terra no Japão

Paradeiro de outras 22 pessoas ainda é desconhecido, segundo porta-voz da província de Shizuoka, onde está localizada a cidade de Atami

Redação, O Estado de S.Paulo

08 de julho de 2021 | 11h35

TÓQUIO - O último balanço, divulgado nesta quinta-feira, 8, elevou para nove as vítimas fatais de um enorme deslizamento de terra ocorrido no último sábado, 3, na cidade costeira de Atami, no centro do Japão, onde centenas de socorristas continuam procurando por desaparecidos.

“Hoje, foi confirmada a morte de outras duas pessoas e o número de vítimas fatais chega a um total de nove”, declarou à AFP o porta-voz da gestão de catástrofes em Atami, Yuta Hara.

O paradeiro de outras 22 pessoas ainda é desconhecido, disse um porta-voz da província de Shizuoka, onde está localizada a cidade atingida.

O deslizamento ocorreu após uma sequência de dias de intensas chuvas na região de Atami, uma cidade termal construída na encosta de uma montanha 100 quilômetros ao sudoeste de Tóquio.

A avalanche de lama se deu em diferentes ondas, destruindo postes de energia elétrica, arrastando veículos e arrancando prédios do chão.

No total, cerca de 130 imóveis foram destruídos ou danificados.

Grande parte do Japão está atualmente em plena temporada de chuvas, que costuma provocar inundações e deslizamentos de terra.

Segundo cientistas, o fenômeno tem sido agravado pela mudança climática, já que a atmosfera, quando mais quente, retém mais água e aumenta o risco e a intensidade das chuvas extremas.

Na segunda-feira, foi informado que mais de cem pessoas que provavelmente viviam na área devastada estavam desaparecidas.

Desde então, muitas foram localizadas em segurança.

As autoridades de Atami têm dificuldades para elaborar uma lista confiável de vítimas da catástrofe, já que muitas casas desta cidade são segundas residências de idosos que normalmente vivem em outros lugares.

Cerca de 1.700 policiais, bombeiros, soldados e funcionários da guarda costeira continuam trabalhando na operação de resgate, sob uma chuva persistente que faz temer novos deslizamentos e que os obrigou a interromper a busca várias vezes. / AFP

 

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