Sobe para seis número de mortos em cruzeiro na Itália

O corpo de um passageiro foi encontrado nesta segunda-feira entre os restos do cruzeiro de luxo Costa Concordia, elevando para seis o número de mortos no acidente, informaram autoridades italianas. Segundo elas, há ainda pelo menos 16 pessoas desaparecidas.

AE, Agência Estado

16 de janeiro de 2012 | 09h03

O bombeiro Luca Cari informou à rádio estatal que a vítima era um homem encontrado em um corredor na parte do barco que ainda está na superfície. Segundo ele, a vítima vestia um colete salva-vidas.

O número de desaparecidos subiu porque duas sicilianas, originalmente listadas como já salvas, não entraram em contato com seus familiares. Cari acrescentou que seguem as buscas por todo o barco, inclusive na área submersa, mesmo com o mar se tornando mais agitado. O navio levava 4.200 pessoas, sendo cerca de 3.200 passageiros e cerca de 1 mil tripulantes, e encalhou perto da ilha de Giglio.

Nesta segunda-feira, há o temor de que o navio, que levava 2.500 toneladas de combustível, pudesse se tornar instável e crie a ameaça de um possível desastre ambiental. Até agora não houve vazamentos, e uma companhia holandesa já foi convocada para retirar o combustível. "O risco ambiental para a ilha de Giglio é extremamente alto", afirmou o ministro do Meio Ambiente, Corrado Clini, segundo a agência Ansa.

A atenção está voltada também para o capitão do navio, que foi levado para longe da embarcação pela Guarda Costeira mesmo com a caótica retirada dos passageiros ainda em andamento. No fim do domingo, a operadora do navio, uma subsidiária da Carnival Cruise, emitiu um comunicado afirmando que aparentemente houve "significativo erro humano" da parte do capitão, Francesco Schettino.

No domingo, um promotor confirmou que o abandono do navio pelo capitão estava sendo investigado. Autoridades retêm Schettino como suspeito no caso. Segundo o código de navegação italiano, um capitão que abandona um navio em perigo pode pegar até 12 anos de prisão. Schettino insiste que não deixou a embarcação logo, garantindo à emissora de TV Mediaset que havia feito tudo para salvar vidas. "Nós fomos os últimos a abandonar o navio", garantiu.

Há também dúvidas sobre o fato de o navio estar navegando tão perto dos perigosos recifes da costa leste de Giglio. Há a suspeita de que o capitão estivesse manobrando muito perto da costa para entreter turistas que estavam na ilha. Moradores disseram que nunca haviam visto o navio tão perto da área de recifes próxima da costa. As informações são da Associated Press.

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