Sobre para 69 total de vítimas de atentados no Iraque

Subiu para 69 o total de mortos na série de explosões ocorrida hoje no Iraque. A violência, aparentemente, é uma demonstração de força dos insurgentes, dias após autoridades anunciarem a morte de dois líderes da Al-Qaeda no país. Pelo menos dez carros-bomba foram usados na série de atentados hoje. As fontes pediram anonimato, pois não estavam autorizadas a falar com repórteres.

AE-AP, Agência Estado

23 de abril de 2010 | 20h21

O maior ataque desta sexta-feira foi contra os escritórios do clérigo Muqtada al-Sadr, autoridade religiosa xiita contrária aos Estados Unidos. Esse ataque aconteceu em Cidade Sadr, um bairro pobre de Bagdá. Policiais e funcionários de hospitais afirmaram que pelo menos 36 pessoas morreram e mais de 200 ficaram feridas no atentado, executado por dois carros-bomba detonados perto do complexo onde ficam os escritório de al-Sadr. Quando as pessoas fugiam do local por um estacionamento, mais duas bombas foram detonadas no local.

Outras explosões mataram pelo menos 33 pessoas, também no oeste do Iraque. Um carro-bomba explodiu perto de uma mesquita xiita no bairro de Hurriyah, no norte de Bagdá, matando oito pessoas e ferindo 19, enquanto outro carro-bomba explodiu no bairro de Amin al-Thaniyah, matando 14 pessoas e ferindo 36.

Os extremistas também buscam explorar o impasse político no país, após as eleições parlamentares de 7 de março, que passam por recontagem de votos. Além disso, as forças dos Estados Unidos se preparam para deixar o país no fim de 2011.

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques, mas o porta-voz militar general Qassim al-Moussawi disse que aparentemente se tratava de uma retaliação da Al-Qaeda, por causa das mortes de dois dos líderes do grupo extremista sunita no domingo. Na segunda-feira, o primeiro-ministro Nouri al-Maliki anunciou as mortes dos extremistas. "Nós esperamos que ataques desse tipo sigam ocorrendo", disse o porta-voz militar.

Até agora, abril foi o mês com maior número de vítimas neste ano no Iraque, com 263 civis mortos em atentados e episódios relacionados à guerra. Esta sexta-feira foi o dia mais violento desde 8 de dezembro, quando uma série de ataques contra prédios do governo iraquiano deixou 127 pessoas mortas em Bagdá.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.