Sobrevivência de menino na guerrilha é milagre

Emmanuel Rojas viveu uma realidade de riscos e precariedade durante seus primeiros dias, de acordo com relatos de guerrilheiros e um seqüestrado que conviveram com ele em cativeiro. "Emmanuel era um menino branco e fraquinho", descreveu o policial John Frank Pinchao, ex-refém que fugiu da guerrilha no ano passado após nove anos na selva. "Ao nascer ele teve um problema com o braço por causa das dificuldades no parto." Segundo Jorge Enrique Botero, jornalista colombiano que revelou a existência do menino no livro ?Últimas Notícias da Guerra?, seu nascimento foi um milagre e o fato de ter sobrevivido apesar de ser um fardo para a guerrilha é outro feito espantoso. "A chegada do menino revolucionou o acampamento. Ele chorava e fazia ruído à noite, nos momentos de máxima tensão e escassa segurança", relata Botero. O menino é filho de um guerrilheiro com Clara Rojas, assessora da ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt, seqüestrada em 2002. De acordo com rebeldes entrevistados por Botero, ambos tiveram uma relação consentida, por isso, o líder máximo das Farc, conhecido como Manuel Marulanda, considera que o direito de ficar com Emmanuel seria tanto de Clara quanto da guerrilha. De acordo com Pinchao, os rebeldes criam o menino e raramente permitem que Clara veja o filho.

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