Sobrevivente de queda de Airbus no Índico é uma criança

O único sobrevivente encontrado até agora nas operações de resgate do acidente com Airbus 310 da companhia aérea Yemenia, que caiu no Oceano Índico, é uma criança. A informação foi divulgada por Rachida Abdullah, do departamento de imigração de Comores. Mohamed Abdul Qader, vice-diretor do departamento iemenita de aviação civil, afirmou que a criança tem cinco anos de idade. De acordo com Abdullah, três corpos foram recuperados até o momento, assim como diversos destroços.

AE-AP, Agencia Estado

30 de junho de 2009 | 11h19

O avião com 153 pessoas a bordo caiu no Oceano Índico na noite de ontem quando tentava pousar em meio a fortes rajadas de vento na nação insular de Comores, informaram autoridades locais. Havia 142 passageiros e 11 tripulantes a bordo da aeronave no momento do acidente. O voo era procedente de Sanaa, capital do Iêmen. A queda ocorreu pouco antes do pouso em Moroni, na ilha de Grand Comore. As informações foram divulgadas por Abdul Qader.

A maior parte dos passageiros a bordo era de Comores e retornava de Paris. O avião fizera escalas em Marselha e Sanaa antes de seguir para Comores. Havia famílias inteiras dentro do avião, inclusive ao menos três bebês de colo, acrescentou Abdul Qader. O ministro de Relações Exteriores da França, Bernard Kouchner, informou que 66 passageiros possuíam passaporte francês.

A Força Aérea da França, com o apoio de navios, está se dirigindo para o local do acidente a fim de ajudar nas operações de busca, atendendo a um pedido do governo das Ilhas Comores, segundo Kouchner. Abdul Qader informou que as investigações do acidente estão sob coordenação de equipes da França, do Iêmen e das Ilhas Comores. Segundo ele, uma mancha de óleo foi detectada no Oceano a cerca de 25 km do aeroporto de Moroni, capital das Ilhas Comores. "A velocidade do vento era de 61 km/h quando o avião estava pousando", afirmou.

A queda ocorreu às 23h50 de ontem pela hora de Brasília, madrugada de hoje em Comores. "Antes do pouso, a torre de controle perdeu contato com a tripulação", disse Hadji Mmadi Ali, diretora do aeroporto internacional de Moroni. "As condições climáticas eram desfavoráveis, com fortes ventos", acrescentou. Em Paris, a Airbus comunicou que enviará especialistas para as Ilhas Comores a fim de investigar o acidente com o A310, operado pela companhia estatal Yemenia. O avião foi fabricado em 1990 e estava com a Yemenia desde 1999, de acordo com a Airbus.

"A aeronave tinha acumulado aproximadamente 51.900 horas de voo em cerca de 17.300 voos", informou a empresa. A ministra dos Transportes da França, Dominique Bussereau, disse que uma inspeção realizada em 2007 pela aviação francesa encontrou "várias falhas" na aeronave, que, desde então, não havia voltado a entrar no espaço aéreo da França. Com informações da Dow Jones.

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