Sobrevivente de terremoto é retirada depois de 195 horas

Mulher de 60 anos é resgatada de escombros de templo atingido por deslizamento de terra

Associated Press e Efe,

20 de maio de 2008 | 11h52

Uma mulher foi resgatada com vida depois de passar 195 horas sob os escombros de um templo atingido por um deslizamento de terra desencadeado pelo terremoto que devastou a região central da China na semana passada, informou uma emissora de televisão baseada em Hong Kong nesta terça-feira, 20.   Veja também: Passa de 40 mil o número de mortos em terremoto Catástrofe deve reduzir crescimento chinês  Risco de réplica assusta sobreviventes Ouça o relato da jornalista Cláudia Trevisan  Mapa da destruição na China  Entenda como acontecem os terremotos  Especial: antes de depois da tragédia Vídeo com imagens do terremoto    A emissora via satélite Phoenix TV identificou a mulher apenas como Wang e informou que ela tem 60 anos. Ela sobreviveu bebendo a água da chuva que atingiu a região depois do abalo sísmico de 7,9 graus na escala Richter que atingiu a província de Sichuan.   O canal de televisão atribuiu a informação ao oficial da força aérea Xie Ling Long. Segundo ele, a mulher estava consciente quando foi encontrada, na tarde desta terça-feira. Ela sofreu apenas uma fratura na bacia e arranhões no rosto.   A China completou nesta terça o seu segundo dia de luto oficial pelos mais de 40 mil mortos do terremoto. Quase sem esperanças de encontrar sobreviventes, o país já conta 40.075 mortos, e só faz esperar por milagres, como o de Ma Yuan, de 31 anos, resgatado após passar 179 horas sob os escombros, depois que a usina de energia da qual era empregado, em Wenchuan, caiu enquanto ele trabalhava.   O governo assegurou nesta terla que não há risco de epidemias de importância na zona afetada pelo terremoto, onde planeja distribuir em 10 dias um total de 400 telefones celulares com software de posicionamento e informação para oferecer um atendimento mais adequado para mais de 10 milhões de pessoas.   A vice-ministra de Assuntos Civis da China, Jiang Li, indicou em entrevista coletiva que 80% dos cadáveres recuperados já foram cremados ou enterrados. Pelo menos 48 equipes de transporte e assistência foram disponibilizadas para fazer a cremação e o enterro dos falecidos em decorrência da tragédia, além de entregar uma indenização de 5 mil iuanes (US$ 714) a cada uma das famílias desabrigadas. Para aqueles casos em que os restos mortais não forem identificados, está prevista a criação de uma base de dados com fotografias e mostras de DNA para uma possível identificação no futuro.

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