Sobrevivente relata massacre de reféns na Colômbia

Quando helicópteros militares sobrevoaram o local onde a guerrilha colombiana mantinha seqüestrados o governador do departamento (Estado) de Antioquia e outros 12 reféns, o comandante rebelde identificado como "El Paisa" ordenou a execução de todos. "A ordem foi não deixar nenhum vivo", disse o suboficial dos fuzileiros navais Antenor Biella, um dos três sobreviventes do massacre perpetrado pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), no qual morreram o governador Guillermo Gaviria, seu assessor de paz e ex-ministro da Defesa Gilberto Echeverri e outros oito militares. O militar se encontrava junto a Echeverri, de 67 anos, quando chegou a ordem de execução.?Quando soaram três disparos, me atirei ao chão e o doutor Gilberto caiu ferido em cima de mim, gritando, e o liquidaram e me deram um tiro na perna; mas, como não me mexi, pensaram que eu estava morto?, relatou Biella a jornalistas de um canal de televisão de Medellín, para onde foi levado. Acrescentou que, 20 minutos depois, "chegaram as forças especiais do Exército com megafones, dizendo aos guerrilheiros que se entregassem e entregassem os seqüestrados, que sua vida seria poupada e não havia necessidade de nenhum disparo", acrescentou. Quando as tropas chegaram ao acampamento, viram os cadáveres baleados dos nove reféns, um sobrevivente que faleceu em seguida, dois militares feridos e um ileso, enquanto os 25 guerrilheiros que os mantinham sob custódia haviam escapado. Segundo o informe oficial do governo, os reféns foram assassinados "com rajadas de fuzil" e alguns receberam "um tiro de misericórdia na nuca ou atrás da orelha". A guerrilha disse em um comunicado que os reféns morreram "no confronto entre os guerrilheiros das Farc e o Exército fascista".

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