Sobreviventes culpam construtores por tragédia na Argélia

A dor deu passagem a ira na Argélia. Sobreviventes do devastador terremoto, que matou mais de 1.700 pessoas, culparam os fracassados esforços de salvamento e a má qualidade das construções pelo alto número de mortos e mais de 7 mil feridos."Nossa casa está de pé porque foi construída por um homem honesto", disse Lies Boumeridja, vendedor de ovos e galinhas em Bormerdes, na zona afetada pelo terremoto. "Naquela casa", disse ele apontando para um edifício em ruínas, "moravam pessoas adoráveis, mas foi contruída por vilões".Diante da falta de alimentos e medicamentos e do alto número de vítimas, sobreviventes culparam também a falta de ajuda externa.Diversos países enviaram médicos, equipes de socorro e cães farejadores e ajuda humanitária às área afetadas pelo forte tremor. No entanto, cidade como Corsican sofrem com a falta de alimentos, água, eletricidade, medicamentos e cobertores. "Ninguém nos visitou, nem sequer para estabelecer o número de mortos", disse Yoscef Manel, de 34 anos. Mas, no meio da devastação e da penosa tarefa de contar os mortos, um momento de alegria. Na sexta-feira, equipes de salvamento resgataram com vida a uma menina de dois anos. Três dias depois do terremoto de 6.8 na escala Richter, o número de mortos passou dos a 1.700 e há mais de 7 mil feridos.

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