Sobreviventes do Teatro de Moscou pleiteiam US$ 7,5 milhões

Uma corte iniciou audiências para ouvir as queixas dos ex-reféns e dos familiares das vítimas do massacre ocorrido no Teatro de Moscou. O grupo pleiteia US$ 7,5 milhões junto à Prefeitura de Moscou. Oito pessoas - cinco ex-reféns e três familiares - estão processando a cidade por danos morais e materiais resultantes da tomada do teatro por rebeldes chechenos entre 23 e 26 de outubro. Sete deles pedem US$ 1 milhão e um quer US$ 500 mil. A corte distrital de Tverskoi, no centro da capital russa, realizou hoje uma audiência preliminar e marcou a data do julgamento para 24 de dezembro. Segundo o advogado que cuida do caso, outras vítimas entraram em contato com ele e o número de reclamantes pode aumentar. Anna Lyubimova, cujo pai, Nikolai Lyubimov, de 71 anos, foi um dos reféns, contou que sua família entrou com o pedido de indenização porque a pífia pensão recebida por seu pai não cobre os custos médicos. Sua saúde piorou muito por conta do episódio, afirmou ela. "Sua saúde está totalmente debilitada", disse a filha. Segundo ela, o braço esquerdo do pai e partes do rosto estão paralisados e ele não consegue mais alimentar-se direito. "Ele não recebeu nenhuma ajuda material para comprar remédios." A tomada do teatro por rebeldes chechenos terminou com dezenas de mortos depois de forças especiais do Exército russo terem invadido o local. Quarenta e um seqüestradores morreram na ação. Também morreram pelo menos 129 reféns devido aos efeitos de um gás narcótico utilizado para conter os rebeldes.

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