Sobreviventes marcam 70 anos do ataque a Pearl Harbor

Cerca de 120 sobreviventes do ataque japonês a Pearl Harbor estiveram entre as cerca de 5.000 pessoas que lembraram na quarta-feira o 70o aniversário do incidente, numa cerimônia discreta, mas emotiva, à beira-mar.

JORENE BARUT, REUTERS

08 de dezembro de 2011 | 08h54

Sob garoa, os oradores lembraram dos mortos e feridos no ataque aéreo que levou os EUA a entrarem na Segunda Guerra Mundial. Os sobreviventes que lutaram no conflito também foram homenageados.

"Nós nos reunimos aqui hoje para celebrar o 70o aniversário de um dos fatos mais significativos do século 20", disse Mal Middlesworth, 88 anos, sobrevivente do ataque, lendo um discurso.

"Damos o melhor de nós ao honrarmos todos os que deram suas vidas em todas as bases militares na ilha de Oahu naquele domingo, não só em Pearl Harbor", disse Middlesworth, que naquela ocasião era um marine de 18 anos a bordo do navio USS San Francisco.

O ataque deixou quase 2.400 mortos e feriu 1.178 pessoas. Doze navios militares dos EUA foram afundados ou fortemente danificados, e 323 aeronaves foram destruídas, o que afetou drasticamente a frota dos EUA no Pacífico.

Num sinal da distância histórica do evento, a Associação de Sobreviventes de Pearl Harbor, composta por 2.700 veteranos que estavam a até cinco quilômetros do local do ataque, anunciou sua dissolução, devido à idade avançada e aos problemas de saúde dos seus cada vez mais escassos integrantes.

Middlesworth, ex-presidente da associação, disse que os veteranos "querem que a América jovem entenda que a liberdade não é gratuita. Nunca foi, e parece que nunca será".

Os organizadores disseram que o público da cerimônia foi o maior desde 1991, no 50o aniversário.

Edward Wentzlaff, que aos 24 anos era primeiro-sargento a bordo do USS Arizona, viajou de Minnesota para o Havaí e contou como vivenciou o ataque. Ele disse que estava se preparando para um culto religioso quando escutou um estrondo e enxergou um avião japonês bombardeando um lado do navio, enquanto um torpedo atingia o outro lado.

"O cheiro de carne queimada é nauseante e impregna; é perturbador", disse Wentzlaff, de 94 anos.

Quase metade dos mortos no ataque estava a bordo do Arizona, bombardeado logo no começo do ataque. Dos 1.400 tripulantes, 1.177 pereceram.

O Memorial do USS Arizona, construído sobre os destroços do navio, é hoje a peça central do Monumento Nacional da Segunda Guerra Mundial Bravura no Pacífico.

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