Sobrevôos israelenses poderiam causar tragédia no Líbano

A ministra da Defesa francesa, Michele Alliot-Marie, revelou que os aviões israelenses que invadiram o espaço aéreo libanês no mês passado quase provocaram uma "catástrofe", quando soldados das forças de paz da ONU quase abriram fogo para abatê-los. "Essa atitude dos aviões israelenses é absolutamente inadmissível e poderia ter provocado um grave acidente", disse Alliot-Marie. Segundo a ministra, o incidente ocorreu no dia 31 de outubro, quando um esquadrão de caças F-15 da força aérea israelense voou de forma ameaçadora sobre posições mantidas por soldados franceses da ONU no sul do Líbano. Os soldados franceses começaram a preparar o disparo de um míssil antiaéreo e estiveram a poucos segundos de abrir fogo. "Graças à presença de espírito dos soldados franceses, evitamos uma catástrofe", disse Jean-Francois Bureau, porta-voz do Ministério da Defesa. O governo francês exigiu nesta quinta-feira que Israel pare com as simulações de ataque. A iniciativa israelense tem alimentado críticas e elevado a tensão em meio a um frágil cessar-fogo em vigor desde 14 de agosto no Oriente Médio. De acordo com as forças de paz da ONU no Líbano, conhecidas pelas iniciais Unifil, aviões israelenses invadiram o espaço aéreo libanês em 14 ocasiões no último dia 31. Dessas 14 incursões aéreas, três ocorreram sobre a base do batalhão francês da ONU em Froun. "Parece que esses sobrevôos são deliberados. A Unifil protestou energicamente junto às autoridades israelenses e pediu o fim dessas ações, que são inaceitáveis e violam a resolução 1701", declarou Milos Struigar, conselheiro do comando da Unifil. Israel alega que os sobrevôos foram necessários para monitorar o cumprimento da resolução 1701 do Conselho de Segurança (CS) da ONU por parte do Líbano. Entretanto, a atitude israelense é observada como uma violação desta mesma resolução. Hoje, aviões israelenses voltaram a violar o espaço aéreo libanês, promovendo vôos rasantes sobre cidades do sul e do leste do Líbano, entre elas Naqoura, Tiro e Baalbek, informaram fontes nos serviços libaneses de segurança.

Agencia Estado,

09 Novembro 2006 | 17h08

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