Sobrinha de Benazir critica nomeação de Bilawal a líder do PPP

Em entrevista a jornal britânico, sobrinha diz que política do PPP é dinástica e questiona capacidade do primo

Efe,

12 de janeiro de 2008 | 10h53

Fátima Bhutto, sobrinha da falecida ex-primeira-ministra Benazir Bhutto, criticou a nomeação do primo, Bilawal Bhutto, como líder do Partido Popular do Paquistão (PPP) e a política dinástica da legenda. Numa entrevista ao jornal britânico The Times, publicada neste sábado, 12, Fátima também acusou os que estão à volta de Bilawal, filho de Benazir, de se aproveitarem da morte da líder opositora. Benazir foi alvo de um atentado no dia 27 de dezembro de 2007. "A idéia de que tem que ser um Bhutto é, acho eu, algo perigoso. Não beneficia o Paquistão. E só pensarmos em personalidades, e não em plataformas, não beneficia um partido que supostamente deveria ser administrado pela via democrática nem beneficia a nós como cidadãos", disse Fátima. A sobrinha de Benazir, de 25 anos, acrescentou que nem ela nem seu irmão mais novo deveriam assumir a liderança do partido, e que a questão é se Bilawal, de 19 anos, é a pessoa mais indicada para a função. "Parece um partido em apuros" e "parecem estar desesperados" para aproveitar a morte de Bhutto, acrescentou Fátima ao Times. Fátima, filha de Murtaza Bhutto, o irmão mais novo da falecida líder do PPP, estudou nos Estados Unidos e no Reino Unido antes de retornar ao Paquistão. Após o assassinato de Benazir, Bilawal foi escolhido sucessor de sua mãe na Presidência do PPP, embora só vá assumir plenamente o posto quando terminar seus estudos. Bilawal cursa direito na Universidade de Oxord, a mesma em que estudou seu avô Zulfiqar Ali Bhutto, fundador do PPP e que já foi presidente e primeiro-ministro do país.

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