Sobrinha, médico e ex-ministro são acusados de tentar matar líder do Benin

Presidente Thomas Boni Yayi teria sofrido tentativa de envenenamento, segundo autoridades do país.

BBC Brasil, BBC

23 de outubro de 2012 | 07h57

Três pessoas foram presas acusadas de participar de um suposto complô para envenenar o presidente do Benin, Thomas Boni Yayi, de acordo com autoridades desse país.

Os suspeitos incluem uma sobrinha do presidente, Zouberath Kora-Seke, seu médico pessoal, Ibrahim Mama Cisse, e o ex-ministro do comércio Moudjaidou Soumanou.

As prisões ocorreram no domingo e as informações foram divulgadas na segunda-feira pelo promotor público do Benin, Justin Gbenameto. Segundo ele, os detidos terão de responder às acusações de conspiração e tentativa de magnicídio

Além disso, de acordo com autoridades do país um quarto mandato de prisão deve ser emitido contra o empresário Patrice Talon, ex-aliado de Yayi.

Sinais de fraqueza

A suspeita de complô foi levantada depois que o presidente começou a sentir-se mal e a vomitar, segundo Vincent Nnanna, repórter da BBC na cidade beninense de Cotonou.

"Felizmente, o plano não foi bem sucedido", disse Gbenameto.

"Zouberath contou a sua irmã e outras pessoas sobre o complô e foram eles que advertiram o nosso chefe de Estado."

Yayi foi eleito em 2006 e reeleito em 2011.

Ex-funcionário do Banco de Desenvolvimento do Oeste Africano, com sede no Togo, atualmente ele também preside a União Africana.

Em 2007, ele sobreviveu a uma emboscada na qual seu comboio foi atacado por homens armados. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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