EFE/EPA/FELIPE TRUEBA
EFE/EPA/FELIPE TRUEBA

Sociais-democratas da Alemanha escolhem ministro das Finanças como candidato a chanceler

Olaf Scholz é o terceiro político mais popular do país, atrás de Angela Merkel e do ministro da saúde, Jens Spahn; o partido de Scholz, o SPD, não vence uma eleição nacional desde 2002

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de agosto de 2020 | 11h00

BERLIM - Os sociais-democratas da Alemanha propuseram nesta segunda-feira, 10, que Olaf Scholz, ministro das Finanças e o político mais popular do partido, se candidate a suceder a chanceler Angela Merkel na eleição nacional do próximo ano, quando Merkel deve terminar seu quarto e último mandato no posto.

A decisão marca uma virada para o ex-prefeito de Hamburgo, derrotado ano passado por dois outsiders de esquerda na disputa para liderar o Partido Social-Democrata (SPD), parceiro da coalizão conservadora governista de Merkel.

“Agora é oficial”, escreveu Scholz no Twitter. “A liderança do partido me indicou, com unanimidade, como candidato a chanceler. Estou ansioso para uma campanha divertida, justa e bem sucedida.” Ainda não está claro quem será o candidato dos conservadores. Merkel, 66, disse que não disputará a próxima eleição, após governar a Alemanha desde 2005. 

Desafios 

Scholz terá um desafio duro. O SPD, que há décadas disputa o domínio da política alemã com os Democratas-Cristãos (CDU), de Merkel, não vence uma eleição nacional desde 2002 e agora aparece em um distante terceiro lugar na maioria das pesquisas de opinião, atrás dos conservadores e dos ascendentes Verdes.

Scholz é o terceiro político mais popular da Alemanha, atrás de Merkel e de um de seus possíveis sucessores como líder da CDU, o ministro da Saúde, Jens Spahn.

Os sociais-democratas esperam que a transformação de Scholz durante a pandemia em um tesoureiro que investiu sem amarras em grandes pacotes de estímulo à economia reforçará seu apoio na eleição do ano que vem.

“A indicação de Olaf Scholz é uma boa decisão no momento certo”, disse o último chanceler do SPD, Gerhard Schroeder, ao jornal Handelsblatt. Schroeder saiu do poder em 2005 e tem sido um duro crítico dos mais recentes líderes do SPD.

Scholz foi indicado pelos co-líderes do SPD, Saskia Esken e Norbert Walter-Borjans, no que alguns viram como reconhecimento do desafio que a sigla tem pela frente. Walter-Borjans admitiu, no domingo, o que um dia parecia inconcebível - que, junto com os Verdes, o SPD estaria aberto a governar em coalizão com os partidos de esquerda, herdeiros do Partido Comunista da ex-Alemanha Oriental. / Reuters 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.