Erik Refner/Reuters
Erik Refner/Reuters

Social democratas vencem eleições na Dinamarca

Helle Thorning-Schmidt torna-se a primeira mulher a ocupar o máximo cargo político do país

Associated Press

15 Setembro 2011 | 19h39

COPENHAGUE - A social democrata Helle Thorning-Schmidt venceu nesta quinta-feira, 15, as eleições parlamentares da Dinamarca e se tornou a primeira mulher eleita primeira-ministra do país, indica a apuração das urnas, que foi quase finalizada. O atual premiê, o conservador Lars Loekke Rasmussen, admitiu a derrota.

 

O bloco liderado por Helle conseguiu uma pequena maioria entre os 179 lugares no Parlamento, o que fará com que a social democrata assuma o principal posto político do país europeu.

 

"Não há apoio parlamentar ao nosso governo. Por isso, nesta noite eu dou as chaves do gabinete do primeiro-ministro a Helle Thorning-Schmidt. E querida Helle, tome conta delas. Você está apenas pegando-as emprestadas", disse Rasmussen, acrescentando que apresentaria a renúncia de seu gabinete à rainha Margarete na sexta-feira.

 

Os resultados das eleições podem significar o fim de algumas medidas de austeridade introduzidas pelos conservadores para conter os efeitos da crise financeira. O "bloco vermelho", como é chamado o grupo de Helle, também deve fazer reformas nas políticas de imigração do Partido Popular.

 

Segundo os a apuração, que após a meia-noite local estava em 99%, a oposição tinha 89 assentos no parlamento, contra 86 da coalizão governante. Ao menos dois dos quatro lugares em disputa nos territórios autônomos da Groenlândia e das Ilhas Faroe devem ficar nas mãos dos social democratas

 

Helle, 44, quer proteger o sistema de seguridade social elevando os impostos para os ricos e estendendo a média de horas trabalhadas diariamente em 12 minutos. Já Loekke Rasmussen diz que aumento de impostos pode prejudicar a competitividade de um país que já sofre a maior pressão tributária do mundo. "Nós precisamos de finanças públicas sanadas sem a elevação de impostos", disse Rasmussen, de 47 anos, aos jornalistas após votar em Graested, norte de Copenhague.

 

Embora a Dinamarca não faça parte da zona do euro, sua moeda está indexada ao euro e a economia, movida pelas exportações, é afetada pelos choques sofridos pela economia global.

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