CHRISTOF STACHE / AFP
CHRISTOF STACHE / AFP

Social-democratas, Verdes e liberais anunciam acordo para formar governo na Alemanha

Acordo preliminar para formação de governo - o primeiro em 16 anos sem Angela Merkel - foi anunciado nesta sexta-feira, 15

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de outubro de 2021 | 09h54

BERLIM - Os social-democratas, que ficaram em primeiro lugar nas eleições legislativas alemãs, os verdes e os liberais anunciaram, nesta sexta-feira, 15, que alcançaram um acordo preliminar para a formação de um novo governo.

"Conseguimos, de fato, chegar a um acordo sobre um documento. É um resultado muito bom. Isso mostra, claramente, que se pode ser formar um governo na Alemanha", comemorou o social-democrata Olaf Scholz, provável futuro chanceler, em declaração à imprensa ao lado dos dirigentes do Partido Verde e do Partido Democrático Liberal.

As três formações, com programas muito diferentes, estão em negociações preliminares desde o início de outubro para tentar formar uma coalizão inédita, sem os conservadores de Angela Merkel, que registraram o pior resultado de sua história nas legislativas de 26 de setembro.

Com base no documento apresentado nesta sexta-feira, os três partidos vão aprofundar as conversas e iniciar negociações oficiais que abordarão, ponto a ponto, todos os detalhes da futura aliança.

O documento preliminar prevê que os impostos não serão elevados e a manutenção dos limites de endividamento público. Além disso, social-democratas, verdes e liberais querem antecipar o fim do uso de carvão na Alemanha de 2038 para 2030.

"Para respeitar os objetivos de proteção do clima, precisamos de uma saída acelerada da produção de energia elétrica com carvão", afirmam.

Os avanços nas conversações não significam ainda que a coalizão será necessariamente formada e que Olaf Scholz sucederá Angela Merkel, que está no poder desde 2005, como chefe de Governo.

A formação de um novo governo na Alemanha é esperada com impaciência pelos aliados do país, que temem uma paralisação, especialmente da União Europeia, em caso de prorrogação do vazio político em Berlim./ AFP

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