AFP / Philippe LOPEZ
AFP / Philippe LOPEZ

Socialista e conservador admitem derrota na França e pedem votos em Macron

Segundo projeções, Benoit Hamon obteve apenas 6,12% dos votos e ficou em 5º lugar na votação; Fillon também pediu apoio ao solical-liberal

O Estado de S. Paulo

23 de abril de 2017 | 15h23

PARIS -  Ainda durante o início dos trabalhos de apuração dos votos da eleição presidencial na França, encerrada às 20h (local, 15 de Brasília), dois dos candidatos - o conservador François Fillon e o socialista Benoît Hamon - vieram a público reconhecer a derrota e declarar apoio ao candidato social-liberal Emmanuel Macron, que lidera as pesquisas de boca de urna (23,7% segundo o instituto Ipsos). Em segundo lugar aparece a ultraconservadora Marine Le Pen (21,7%).

 "Não consegui impedir um desastre anunciado. Assumo toda a responsabilidade por minha derrota", afirmou Hamon, ex-ministro da Educação.  "Eu faço distinção total entre um adversário político e um inimigo da república. Apelo para vencermos da maneira mais forte possível a Frente Nacional, ao votarmos por Emmanuel Macron, mesmo que ele não pertença à esquerda", disse.

Membro da ala mais à esquerda do PS, Hamon pagou o preço dos baixos índices de popularidade do presidente François Hollande, que manteve distância da campanha e se tornou o primeiro mandatário na 5ª República a não tentar a reeleição.

A candidatura do socialista também foi desidratada pela ascensão do candidato da esquerda radical, Jean-Luc Mélenchon, que acabou assumindo a liderança desse grupo político nas eleições.

Fillon era um dos quatro candidatos que chegou ao dia das eleições tecnicamente empatado. Ele também pediu aos eleitores que votem em Macron.  "Não há outra opção a não ser votar contra a extrema direita, vou votar em Emmanuel Macron", disse Fillon aos seus apoiadores.

Favorito no início da campanha, Fillon se esforçou para recuperar terreno após as denúncias que surgiram na imprensa de que ele usou fundos públicos para pagar integrantes da família por trabalhos que não foram realizados. / ANSA, AE e Reuters 

 

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