REUTERS/Sergio Perez
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Socialistas da Espanha rejeitam acordo com partido governista

Pedro Sánchez, líder do PSOE, disse que seu partido trabalhará para um novo governo, 'com ideias progressistas e capacidade de diálogo'; líder do Ciudadanos, Albert Rivera propõe acordo a governistas e opositores

O Estado de S. Paulo

23 de dezembro de 2015 | 13h46

MADRI - O líder do Partido Socialista Operário Espanhol (PSOE), Pedro Sánchez, disse nesta quarta-feira, 23, que seu partido votará contra um novo governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy ou do Partido Popular (PP), rejeitando um acordo entre os dois principais partidos do país.

A aliança é uma das poucas combinações de forças políticas que permitiria um governo estável na Espanha após uma eleição inconclusiva no domingo. "Dizemos 'não' a Rajoy e suas políticas", disse Sánchez durante entrevista coletiva após encontro com Rajoy.

"Os socialistas irão trabalhar para que haja um novo governo, um governo de mudança, com ideias progressistas e capacidade de diálogo", acrescentou.

O PP, de Rajoy, venceu a votação, mas não conseguiu a maioria dos Deputados suficiente para formar o governo sem a necessidade de fazer pactos com partidos de oposição, entre eles o socialista PSOE. 

Diferenças. Pouco depois das declarações de Sánchez, o líder do quarto partido mais votado nas eleições do último domingo na Espanha, o Ciudadanos, Albert Rivera propôs a Rajoy e ao líder do PSOE que os três partidos cheem a um "acordo-base" para a formação do governo. O objetivo do acordo, segundo Rivera, seria garantir a estabilidade econômica e a união da Espanha, além de um roteiro reformista.

O líder do Ciudadanos, que deve conversar hoje com Rajoy e Sánchez para transmitir sua proposta, ressaltou que não pede um "governo tripartite", mas uma maioria "para dar estabilidade e um roteiro". Para ele, repetir as eleições no caso de falta de um pacto geraria instabilidade.

Rivera defendeu a necessidade de um acordo ante uma legislatura que se apresenta como "excepcional" e que pode durar menos do que os quatro anos previstos. O político catalão afirmou que PP, PSOE e Ciudadanos defendem a Constituição e a unidade da Espanha ante o desafio dos independentistas catalães e acredita que é preciso lhes enviar a mensagem de que "governe quem governar, a unidade dos espanhóis não é negociável, e a Constituição é o único marco de referência possível".

Para o líder do Ciudadanos, partido que concorreu em uma eleição geral pela primeira vez, o esquerdista Podemos, terceira legenda mais votada no pleito, se "autoexcluiu" da mesa de negociação porque defende um referendo sobre a independência da Catalunha. No entanto, Rivera não descartou pactuar reformas e leis com esse partido quando começar a nova legislatura. Um dos eixos da campanha eleitoral do Ciudadanos foi a unidade da Espanha e sua oposição a um referendo na Catalunha. / EFE e REUTERS

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