Socialistas lideram na França, apesar de escândalo Strauss-Kahn

Pesquisa mostra que Sarkozy estaria atrás dos opositores se pleito fosse neste final de semana

Agência Estado

18 de maio de 2011 | 15h13

PARIS - O escândalo sexual envolvendo o diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, não tirou o Partido Socialista da preferência dos eleitores franceses para as eleições presidenciais de 2012, como mostra uma pesquisa publicada pela a empresa CSA nesta quarta-feira, 18.

 

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Apesar dos problemas de Strauss-Kahn, a pesquisa mostrou que os socialistas ainda devem ficar na frente no primeiro turno da eleição presidencial contra o atual líder francês, Nicolas Sarkozy. Se o primeiro turno ocorresse no próximo domingo e François Hollande fosse o candidato socialista, ele conquistaria 23% dos votos, ante 22% de Sarkozy, que ficaria em segundo. Marine Le Pen, líder da Frente Nacional, de extrema direita, ficaria em terceiro, com 20%.

 

Se a secretária do partido socialista Martine Aubry fosse a candidata, ela ficaria com 23% dos votos, o mesmo porcentual que Sarkozy, e Le Pen estaria em terceiro, com 19%. Ainda assim, a pesquisa mostrou uma melhora na aprovação de Sarkozy na comparação com os índices anteriores ao último final de semana.

 

O Partido Socialista poderia não levar seu candidato para o segundo turno se fosse representado por Segolene Royal, demitida por Sarkozy cinco anos atrás. Ex-parceira de Hollande, Royal, saiu um pouco de cena e em 2008 não conseguiu se tornar secretária-geral do partido, perdendo o cargo para Martine Aubry.

 

Os candidatos às primárias devem divulgar suas aspirações até 13 de julho. A eleição interna do partido, em dois turnos, está marcada para outubro. Os eleitores franceses escolherão seu novo presidente em 6 de maio de 2012.

 

Strauss-Kahn teve seu pedido de fiança negado na segunda-feira, depois que promotores de Manhattan o acusaram de sete crimes pelo suposto ataque a uma camareira em Nova York. As informações são da Dow Jones.

 

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