Socialistas são os que mais tributam na Espanha

Seis importantes municípios espanhóis governados por membros do Partidos Socialistas Operário Espanhol (PSOE) lideram a lista de maior pressão tributária do país, de acordo com estudo do Ministério da Fazenda espanhol. Entre os municípios com maior pressão fiscal estão Barcelona (capital), Badalona, Elda, Hospitalet de Llobegrat, Sabadell e Vilanova i la Geltrú. "Tratam-se, com exceção de Elda, de municípios localizados em Barcelona e que pertencem ao cinturão industrial da capital", afirmam os técnicos do ministério. Isto é, acrescenta o estudo citado pelo jornal, "tratam-se de regiões com renda per capita média e baixa que, paradoxalmente, suportam a maior carga tributária municipal da Espanha".Em termos porcentuais, por exemplo, a distância que separa a carga tributária de Badalona (78,4%) com a de Cáceres (20%), um dos municípios do país que cobra menos impostos, supera os 58 pontos. Os técnicos do Ministério da Fazenda fizeram ainda uma comparação da carga fiscal entre as duas maiores cidades da Espanha. No ano passado, Barcelona foi a quinta maior cidade do país com maior carga tributária sobre seus contribuintes. Sobre uma base de 100 (porcentual máximo de carga tributária possível), o governo dessa cidade aplicou uma pressão fiscal de 72%, bem acima da carga de 42% imposta sobre os contribuintes de Madri, cidade que se encontra na metade da lista.O estudo elaborado pelo Ministério da Fazenda traz ainda a lista das seis maiores cidades que exercem maior carga tributária no país. Além de Barcelona, aparecem Sevilla (governada também por membros do PSOE), com uma pressão fiscal de 59%. Depois aparecem Valencia (56%), Málaga (55%), Madri (42%) e Zaragoza (cerca de 34%). Estas cidades são governadas pelo Partido Popular, do atual primeiro-ministro José Maria Aznar.O documento elaborado pelo ministério toma como base a pressão relativa exercida por impostos municipais nas capitais de província e em cidades de mais de 50 mil habitantes, informa o jornal "El Mundo". Os técnicos informam ainda que o estudo leva em conta todos os impostos municipais, ponderados em função de seu peso relativo na arrecadação tributária municipal. Entre esses impostos estão o de bens imóveis urbanos (carga de 40%), de atividades econômicas (20%), sobre veículos (20%), sobre construção, instalações e obras (5%) e sobre o incremento do valor dos terrenos de natureza urbana (5%), além do imposto rústico (10%).Os dados dos estudos realizados pelo Ministério da Fazenda contrastam com o que tem sido uma dos maiores argumentos do PSOE para criticar a política tributária do Partido Popular: o aumento da pressão fiscal sorte o contribuinte espanhol, diz o jornal "El Mundo".

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