Socialistas tentam mobilizar eleitores contra Sarkozy

Pesquisas prevêem vitória esmagadora do partido do presidente francês no segundo turno das eleições legislativas da França, marcado para o próximo dia 17

Agencia Estado

15 Junho 2007 | 02h48

Ameaçado de sofrer uma derrota esmagadora no segundo turno das eleições parlamentares francesas, o Partido Socialista da França apelou a seus eleitores nesta segunda-feira, 11, a fim de impedir uma vitória esmagadora do presidente Nicolas Sarkozy. Após a vitória de Sarkozy na corrida presidencial concluída em maio, o bloco de centro-direita ao qual o presidente pertence ficou com a maior parte dos votos no primeiro turno da eleição legislativa de domingo, e encontra-se prestes a conquistar o controle total do Parlamento. Institutos de pesquisa prevêem que o partido UMP, do presidente francês, ocupará mais de 400 das 577 cadeiras da Assembléia Nacional depois do segundo turno, marcado para o próximo dia 17. "O sucesso do UMP não tem precedentes na Quinta República", disse o jornal conservador Le Figaro, cuja manchete de primeira página na segunda-feira afirmava: "O dinâmico Sarkozy". A dimensão da vitória da centro-direita levou os socialistas a sugerirem que o atual presidente está conquistando poder demais. E líderes da oposição pediram a seus eleitores que comparecessem em peso às urnas, no domingo. "Para o segundo turno, peço aos eleitores da esquerda - e mesmo aos eleitores que não são da esquerda, mas que são republicanos - que dêem apoio aos candidatos, especialmente aos candidatos socialistas", afirmou o líder do Partido Socialista, François Hollande, à rádio France Inter. Mas o primeiro-ministro do país, François Fillon, disse que o resultado dos pleitos confirmava o desejo dos eleitores de colocar "a França em um determinado rumo" e prometeu continuar com as reformas planejadas. O governo de Sarkozy já deu início a um ambicioso programa para mudar as leis fiscais e trabalhistas do país com o objetivo de dar mais força à segunda maior economia da zona do euro. "No geral, considero o resultado do primeiro turno favorável ao processo de reforma e ao crescimento potencial da economia francesa", analisou Eric Chaney, economista do Morgan Stanley. Sarkozy afirmou a seus eleitores antes do pleito que precisaria de uma maioria sólida no Parlamento caso queira colocar em prática seus planos para recuperar o dinamismo da economia da França.

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