Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Sociedade Interamericana de Imprensa denuncia Venezuela

A Sociedade Interamericana de Imprensa (SIP, na sigla em espanhol) denunciou nesta segunda-feira, 19, "violações à liberdade de imprensa, com características ditatoriais", por parte do governo venezuelano.A denúncia está incluída no documento de conclusões da reunião semestral da SIP, que começou na última sexta-feira e terminou nesta segunda-feira.A resolução sobre a Venezuela consta de três páginas, das quais somente quatro parágrafos são dedicados às medidas que reclama a SIP.Um dos parágrafos está dedicado ao canal Radio Caracas Televisión (RCTV), cuja licença não será renovado para convertê-lo em um serviço público depois de 27 de maio, como anunciado em diversas ocasiões pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez. A SIP atribui os problemas da RCTV à sua "linha editorial independente", embora cite nas conclusões do encontro que o governo Chávez manifestou que se baseia nas queixas recebidas pela forma como o canal cobre as notícias. No documento da SIP também se mencionam a "pressão" sobre o canal Globovisión e a "programação ideológica" transmitida pelas emissoras de televisão estatais e as rádios comunitárias.A SIP afirmou que, em matéria de liberdade de imprensa, houve uma "notável deterioração" nas Américas desde outubro, sendo o assassinato de oito jornalistas os casos mais graves.Além das oito mortes, sete delas ocorridas no México e uma no Haiti, há dois jornalistas mexicanos desaparecidos e cerca de 20 denúncias de ameaças de morte que afetam jornalistas de Brasil, Colômbia, Equador, Guatemala, Honduras, Paraguai, Peru, República Dominicana e Venezuela.A SIP destaca o fato de que os jornalistas assassinados foram vítimas de guerras de facções e do narcotráfico, e não de conflitos políticos, como era habitual.Censura em CubaNo entanto, as ameaças mais típicas para a liberdade de expressão continuam partindo dos Governos e neste aspecto "os casos mais destacados foram os de Cuba e Venezuela".Em Cuba, se destaca que a ausência de Fidel Castro no poder e a subida temporária de seu irmão Raúl ao comando recrudesceram "a repressão contra jornalistas independentes e correspondentes estrangeiros".Vinte e oito jornalistas estão presos na ilha, foram denunciados 47 atos de perseguição e três correspondentes estrangeiros foram expulsos.Além disso, a repressão se estendeu aos usuários da internet, a qual não se pode acessar livremente em Cuba.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.