Mark Humphrey/AP
Mark Humphrey/AP

Socorrista encontra corpo da filha sob escombros de prédio que desabou na Flórida, diz TV

Segundo a emissora de TV Local 10, o corpo foi removido por outros bombeiros e o pai o cobriu com seu casaco

Redação, O Estado de S.Paulo

02 de julho de 2021 | 18h51
Atualizado 03 de julho de 2021 | 14h44

MIAMI - Um socorrista encontrou na quinta-feira o corpo de sua própria filha, que estava desaparecida desde o desabamento parcial de um edifício em Surfside, no Condado de Miami-Dade (Estado americano da Flórida), informou a emissora de TV Local 10. A emissora obteve a informação de outro membro da força-tarefa, que pediu para não ser identificado. No entanto, a informação não foi confirmada oficialmente.

A fonte da Local 10 afirmou que quando o corpo da menina, de 7 anos, foi localizado na noite de ontem, outros socorristas a retiraram da montanha de entulho e seu pai a cobriu com seu casaco e colocou uma pequena bandeira dos Estados Unidos em cima dela.

“Cada vítima que encontramos é difícil”, afirmou Alan Comnisky, chefe do Corpo de Bombeiros do Condado de Miami-Dade. “Como bombeiros, nós fazemos o que tem de se fazer. É uma espécie de chamado. Sempre dizemos isso. Mas, ainda assim, cobra um preço”, lamentou.  Vice-comandante de uma equipe israelense que trabalha no local, Elad Edri relatou que, após o corpo da criança ser levado, bombeiros se abraçaram e choraram.

Segundo autoridades locais, com mais dois corpos encontrados nesta sexta-feira, 2, subiu para 22 o número de mortos na tragédia, ocorrida em 24 de junho. Pelo menos 126 pessoas permanecem desaparecidas, entre elas, uma criança brasileira de 5 anos. O número de desaparecidos diminuiu ligeiramente nesta sexta-feira, após autoridades analisarem relatórios e constatarem que pessoas consideradas não encontradas estavam a salvo. 

Nas últimas horas, foi revelada a identidade de mais uma vítima. A cubana Magaly Elena Delgada, de 80 anos, que morava sozinha em um dos apartamentos do prédio que desabou.

Os trabalhos de resgate foram retomados ontem à tarde, após uma interrupção de cerca de 15 horas devido a movimentos na parte do edifício que ainda se encontra de pé. A prefeita de Miami-Dade, Daniella Levine Cava, indicou que o mais provável é que essa parte seja demolida, mas caberá aos engenheiros que acompanham o resgate decidir como enfrentar este novo problema, agravado com a possível chegada do furacão Elsa ao sul da Flórida, no fim de semana. 

Ontem, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, e sua mulher, Jill, visitaram Miami-Dade para se encontrar com as autoridades responsáveis pela emergência, equipes de resgate e sobreviventes e parentes de vítimas e pessoas desaparecidas. Biden prometeu que o governo federal arcará com as despesas nos primeiros 30 dias após a tragédia.

Um dos navios de cruzeiro da Royal Caribbean, o Explorer of The Seas, está servindo de alojamento para os socorristas e seus cães que chegam a Miami-Dade para ajudar nos esforços de busca e resgate. O enorme navio, com capacidade para mais de 3 mil passageiros, está no porto de Miami desde quinta-feira e já acomodou 80 socorristas, disse o CEO da Royal Caribbean, Michael Bayley./EFE, AFP e AP  

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