Socorristas temem por morte de mineiros chineses

Equipes de resgate retiraram os corpos de 26 homens de uma mina na China e temem que os 11 que ainda permanecem no local tenham morrido asfixiados ou cobertos por pó de carvão. Du Bo, chefe adjunto da central de resgate, disse à agência estatal de notícias Xinhua que as esperanças de que ainda haja sobreviventes após a explosão ocorrida na manhã de sábado são pequenas.

AE-AP, Agência Estado

17 de outubro de 2010 | 10h39

"Tendo em vista ocorrências anteriores, os 11 mineiros podem ter sido soterrados pelo pó de carvão, o que significa que as chances de sobrevivência são baixas", disse Du.

Os socorristas tiveram de retirar toneladas de pó de carvão do túnel da mina para chegar ao local onde os mineiros ficaram presos, enfrentando perigosas concentrações de gás e o risco de deslizamento de rochas ao adentrarem a mina.

A explosão ocorreu em uma semana em que o mundo testemunhou o resgate dramático de 33 trabalhadores soterrados a quase 700 metros de profundidade por 69 dias em uma mina no Chile.

Uma investigação inicial mostrou que 170 mil metros cúbicos de gás vazaram da mina, informou a Xinhua, citando os socorristas, o que gerou força suficiente para produzir 2.500 toneladas de pó de carvão no interior da mina.

"Felizmente, não houve explosão de gás. Caso contrário, as consequências seriam desastrosas", informou a Xinhua, o socorrista de sobrenome Wang, que acredita que a maior parte das vítimas morreu sufocada.

Não há informações sobre que tipo de gás vazou da mina, mas no geral o metano é o causador de acidentes nesses locais, aliado ao fato de que o pó de carvão é explosivo.

A explosão ocorrida no sábado na mina da Pingyu Coal & Electric ocorreu enquanto os mineiros estavam abrindo um buraco para aliviar a pressão de uma área onde havia acúmulo de gás. O objetivo da ação era minimizar o risco de explosões, informou a agência estatal de segurança. As informações são da Associated Press.

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