Solana diz que visita à Síria abre possibilidades para paz

O chefe da diplomacia européia, Javier Solana, disse nesta quinta-feira, 15, que sua primeira visita à Síria em dois anos "abriu uma nova porta, mas ainda resta muito trabalho pela frente", e que o país poderá cooperar na solução dos problemas no Líbano, nos territórios palestinos e no Iraque.Foi a primeira viagem de Solana à Síria em dois anos. A França havia vetado os contatos europeus de alto nível com o país após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, pelo qual os serviços secretos sírios foram acusados."Avançamos no sentido de abrir uma nova porta com a Síria, mas ainda há muito a fazer", declarou Solana , ao chegar a Nuremberg, no sul de Alemanha, para uma reunião de ministros de Relações Exteriores da União Européia e dos 10 países da Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean).Solana, que nesta quarta-feira se reuniu em Damasco com o presidente Bashar al-Assad, disse que sua visita não produziu "nenhum resultado especial". Mas destacou que haverá um "mecanismo de acompanhamento dos temas discutidos".Foi a primeira viagem de Solana à Síria em dois anos. A França havia vetado os contatos europeus de alto nível com o país após o assassinato do ex-primeiro-ministro libanês Rafik Hariri, em fevereiro de 2005, pelo qual os serviços secretos sírios foram acusados."Há ainda grandes problemas em relação ao Líbano. Vamos tentar resolver com as conversas", afirmou Solana.A Síria é considerada fundamental na região por sua influência política no Líbano, onde apóia o grupo xiita de oposição Hezbollah e manteve tropas até 2005, pela presença em seu território de vários grupos extremistas inimigos de Israel e por sua fronteira com o Iraque. O governo iraquiano afirma que terroristas que cometem atentados em seu território vêm do país vizinho.Solana disse que a UE quer cooperar e melhorar as relações com a Síria em três temas.Um é o Líbano, onde o governo do primeiro-ministro Fouad Siniora enfrenta pressões do Hezbollah, que pede a sua renúncia. Outro é a criação de um tribunal internacional para julgar os responsáveis do assassinato de Hariri. O terceiro é o processo de paz no Oriente Médio, que Solana considera um processo "global"."Os sírios estão muito interessados, e sempre dissemos que o processo de paz é global e tentaremos ajudar nesse sentido", disse, lembrando o apoio da UE à devolução das Colinas do Golã, ocupadas por Israel desde 1967, à Síria.Para Solana, Damasco deve "ajudar mais" na questão palestina, sobretudo em relação às organizações extremistas que têm bases no território sírio."Também queremos cooperação na fronteira com o Iraque", declarou.

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