Soldado americano libertado pelo Taleban volta aos EUA

Bergdahl, trocado por cinco prisioneiros de Guantánamo, ficou em base militar na Alemanha passando por tratamento após o cativeiro

O Estado de S. Paulo

13 de junho de 2014 | 10h36

WASHINGTON - O soldado americano Bowe Bergdahl, o último prisioneiro de guerra americano no Afeganistão, retornou nesta sexta-feira, 13, aos Estados Unidos para ser repatriado. Após ser libertado ele passou duas semanas em uma base militar na Alemanha.

Bergdahl, de 28 anos, ficou cinco anos sob custódia de grupos do Taleban, como o Haqqani do Paquistão, e chegou na madrugada desta sexta em San Antonio, no Texas, onde foi internado no Brooke Army Medical Center.

A libertação do militar em uma troca por cinco líderes taleban presos em Guantánamo provocou polêmica nos EUA, já que setores da oposição republicana acusaram o governo do presidente Barack Obama de ter negociado com terroristas sem notificar o Congresso sobre a operação. Os cinco taleban soltos permanecerão no Catar.

Bergdahl foi entregue às forças americanas no dia 31 de maio em uma região fronteiriça entre Afeganistão e Paquistão. Em seguida, o soldado foi levado para a base militar americana de Landstuhl, na Alemanha, onde iniciou seu processo de recuperação após o longo período em cativeiro.

Os médicos militares afirmaram que o sargento estava em "boa condição física", mas advertiram que sua situação psicológica requer cuidados. Durante sua estadia em San Antonio, Bergdahl não fará nenhuma aparição pública e prosseguirá com o tratamento de recuperação.

As condições de sua libertação e as críticas sobre a possível deserção do militar resultaram no cancelamento de uma cerimônia de boas-vindas em sua cidade natal, Haley, no Estado de Idaho. / EFE

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