Soldado americano mata 5 colegas em Bagdá

Exército anuncia prisão de atirador, que atacou militares na maior base dos EUA no Iraque

AP, AFP, EFE, REUTERS E NYT, O Estadao de S.Paulo

12 de maio de 2009 | 00h00

O Pentágono afirmou ontem que um soldado americano matou cinco de seus colegas depois de ter aberto fogo na base militar Camp Liberty, a 10 quilômetros do centro de Bagdá. Outras três pessoas ficaram feridas, mas o nome do autor dos disparos não foi divulgado pelo Exército. "O atirador é um soldado americano que já foi detido", afirmou o tenente Tom Garnett, porta-voz do Exército americano no Iraque.O comando militar em Bagdá afirmou que abriu uma investigação do caso. "Esse foi certamente um imprevisto trágico", disse o porta-voz do Pentágono Bryan Whitman. "Toda vez que perdemos um dos nossos, todos nós somos afetados", ressaltou o coronel John Robinson, porta-voz americano em Bagdá.O incidente teve o maior número de mortos fora de combate desde que as forças de segurança dos EUA invadiram o Iraque há seis anos. O ataque também foi o mais mortífero contra soldados americanos no Iraque desde 10 de abril, quando um atentado suicida deixou cinco militares mortos em Mossul, norte do país. A base de Camp Liberty é o maior complexo militar americano no Iraque, além de ser a sede de comando das forças de coalizão.De acordo com a rede de TV CNN, o ataque ocorreu em uma clínica que trata de soldados que sofrem de stress causado pela guerra.DANOS PSICOLÓGICOSPelo menos um em cada seis soldados que voltam da guerra no Iraque demonstram sinais de stress pós-traumático ou outras distúrbios emocionais, segundo um estudo publicado em 2004 pelo jornal de medicina de New England. O incidente de ontem não foi o primeiro em que um soldado americano abriu fogo contra seus colegas no Iraque. Em 14 de setembro de 2008, um sargento também matou outros dois militares em uma base dos EUA no sul de Bagdá.Em abril, 18 militares americanos morreram no Iraque - o dobro de mortes registradas em março e o maior número desde setembro do ano passado, quando 25 militares foram mortos. Desde 2003, mais de 4 mil soldados dos EUA morreram em território iraquiano.

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