AFP PHOTO / Navy Media Content Operations
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Soldado americano que morreu no Iraque integrava equipe de resgate

Grupo de oficiais havia ido ao norte de Mossul para tentar resgatar militares de um ataque do Estado Islâmico

O Estado de S. Paulo

04 Maio 2016 | 17h14

WASHINGTON - O soldado militar da Navy Seal (marinha americana) que morreu em uma ação promovida pelo grupo jihadista Estado Islâmico na cidade de Mossul fazia parte de uma força de reação rápida que tentava resgatar conselheiros militares americanos de um ataque dos extremistas, disse nesta quarta-feira, 4, o Pentágono. A ação desencadeou uma resposta aérea da coalizão que destruiu equipamentos e prédios, e matou mais de 60 militantes.

O oficial Charles Keating recebeu um tiro quando ele e outras forças de operações especiais foram resgatar as forças americanas que haviam sido capturadas em uma batalha armada envolvendo mais de 100 soldados do Estado Islâmico, informou o coronel do Exército, Steve Warren.

O grupo havia se dirigido para Teleskof, ao norte de Mossul, para assessorar e dar apoio às tropas curdas peshmergas, que combatem os extremistas. Warren disse que os soldados do Estado Islâmico lançaram um amplo e complexo ataque no início da manhã, rompendo as linhas de frente. Ele ainda detalhou que esse foi um dos maiores ataques que o grupo promoveu nos últimos meses.

Warren, também porta-voz militar dos EUA no Iraque, disse ao Pentágono que conselheiros americanos estavam entre 3 e 5 quilômetros atrás das linhas de frente. A força de reação rápida entrou para tentar retirar as forças americanas do local.

Mesmo enquanto os conselheiros estavam sendo resgatados, aeronaves da coalizão, incluindo jatos F15 e F16, responderam e lançaram ataques em cerca de 30 locais, matando mais de 60 soldados inimigos.

Warren não deu detalhes sobre a força de reação rápida, mas pontuou que muitas vezes essas equipes são criadas e desativadas temporariamente quando as forças americanas saem para missões em áreas perigosas.

Keating tinha 31 anos e é o terceiro militar americano morto em combate no Iraque desde o começo da campanha contra os jihadistas no país, em junho de 2014.

Os EUA têm atualmente 3.870 militares em solo iraquiano, segundo as últimas números oficiais. Recentemente, o secretário de Defesa americano, Ashton Carter, anunciou que os EUA enviarão mais soldados e helicópteros de ataque Apache ao Iraque para apoiar as forças de segurança locais na luta contra o Estado Islâmico.

Segundo fontes do Departamento de Defesa americana, o número de soldados adicionais será de cerca de 200, o que elevará para mais de 4 mil o número de militares no Iraque. /Associated Press e EFE

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