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Soldado condenado por vazar dados ao WikiLeaks anuncia ser transexual

Sou Chelsea. Sou uma mulher, escreveu Manning em comunicado divulgado na TV americana

O Estado de S. Paulo,

22 de agosto de 2013 | 09h25

O soldado dos Estados Unidos Bradley Manning, condenado a 35 anos de prisão por ter vazado documentos secretos do Departamento de Estado Americano e das guerras do Afeganistão e do Iraque para o WikiLeaks, divulgou um comunicado nesta quinta-feira, 21, no qual anunciou ser transexual. No texto, lido no programa "Today", da rede NBC, Manning declarou ser uma mulher, chamada Chelsea. Ele pretende iniciar o tratamento para mudar de sexo.

"Eu sou Chelsea Manning. Sou uma mulher", escreveu Manning no comunicado. "Dado que é assim que me sinto desde a infância, quero começar a terapia hormonal o quanto antes. Espero que vocês me apoiem nessa decisão."

A fonte do WikiLeaks ainda pediu seja tratado de hoje em diante pela identidade feminina. "Estou ansiosa para receber cartas de apoio e respondê-las", acrescentou.

Durante o julgamento, a defesa de Manning argumentou que sua identidade de gênero e seu deslocamento dentro do Exército contribuíram para sua decisão de vazar os documentos para o WikiLeaks. Seus advogados mostraram ao júri um e-mail no qual Manning revelou a seus superiores sua transexualidade e duas cartas a um terapeuta assinadas com o nome Breanna.

"O estresse que o pressionava servia de contexto para o que ocorreu. Mas o que guiou suas ações foi um forte imperativo moral", disse o advogado David Coomes.  / AP e REUTERS

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